Esta obra, considerada “fundamental” para o desenvolvimento da zona oriental do Porto e para a mobilidade de toda a cidade, tinha sido decidida pelo Governo há 14 anos, mas nunca tinha, realmente, avançado. Em 2015, na sequência do Acordo do Porto, que Rui Moreira fechou com Passos Coelho, é dada a garantia que o Estado transferiria para a autarquia recursos, que os terrenos pertencentes à Infraestruturas de Portugal (IP) seriam cedidos à autarquia e que a Câmara do Porto poderia, ela própria, avançar com as obras.
Os trâmites administrativos do processo ainda demorariam meses, mas, após as eleições legislativas, “o novo Governo liderado por António Costa viria a ratificar a decisão do anterior executivo”.
Em agosto de 2016, foi, assim, aberto o concurso público com vista à apresentação de propostas que agora chega ao fim. Concorreram mais de duas dezenas de candidatos.
O objetivo é dotar a zona de Campanhã de uma plataforma que abranja os autocarros da STCP e dos operadores privados, comboios urbanos e de longo curso, metro e táxis, aproveitando a localização que possui através das acessibilidades rodoviárias como a Via de Cintura Interna (VCI) e das autoestradas circundantes (A1, A3 e A4).
O projeto, que será conhecido esta sexta-feira, inclui a construção de novas vias de acesso e lugares para estacionamento e ajudará a retirar tráfego da Rua do Freixo. “A obra inclui a construção de um dos principais nós da rede de transporte público, enquanto interface estratégica de um anel de contorno da cidade do Porto, funcionando em articulação com o interface da Casa da Música e o futuro interface do Hospital de São João”.
A estimativa geral da obra não deverá ultrapassar o limite de 6,4 milhões de euros e o concurso atribui prémios aos três primeiros classificados nos valores de 12.500 euros, 10 mil euros e 7.500 euros.
Todas as soluções apresentadas e consideradas meritórias pelo júri poderão ser publicadas e divulgadas. O programa preliminar do futuro terminal apresentado pelo Município aponta a conclusão da obra para o primeiro trimestre de 2019 e está incluído na Área de Reabilitação Urbana de Campanhã – Estação, recentemente anunciada e delimitada pela Câmara do Porto e que prevê investimentos na ordem dos 75 milhões de euros nos próximos 10 anos.