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Termas das Caldas de Moledo, no Douro, reabrem até ao final do ano

Termas das Caldas de Moledo, no Douro, reabrem até ao final do ano

As antigas Termas das Caldas de Moledo, situadas junto ao Rio Douro, em território classificado como património mundial da UNESCO, vão reabrir até ao final deste ano, com um investimento total na ordem dos quatro milhões de euros e uma dezena de postos de trabalho, avançou o presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, à Lusa na segunda-feira.

17.º equipamento termal da região, entre Peso da Régua e Mesão Frio

Localizadas no vale do Douro, entre os concelhos de Peso da Régua e Mesão Frio, no distrito de Vila Real, e rodeadas por vinhedos em socalcos, as Termas das Caldas de Moledo vão passar a ser o 17.º equipamento termal do território assim que reabrirem, disse o responsável, em entrevista à Lusa a propósito do novo Plano para as Termas da Região Norte, cuja apresentação vai decorrer terça-feira em Amarante.

“Herdei um património termal abandonado”, diz presidente da TPNP

Luís Pedro Martins explicou ter herdado as termas num estado de abandono e considerou uma questão de honra devolvê-las ao Douro até ao final do seu mandato. “Herdei um património termal abandonado que é propriedade da Turismo do Porto e Norte de Portugal: Termas das Caldas de Moledo no Douro. Essas termas estão em cima do Rio Douro, em frente a uma paisagem fantástica, património mundial da humanidade, com uma linha de caminho-de-ferro, Linha de Douro, encostada da parte de trás e a meio uma estrada nacional entre Régua e Mesão Frio”, descreveu.

“Era uma questão de honra chegar ao fim do meu mandato e devolver este património ao território”, confessou o presidente da TPNP.

Consórcio com a Câmara de Peso da Régua devolve património à região

As antigas Termas das Caldas de Moledo têm dois balneários situados no jardim histórico de dona Antónia Ferreirinha, antiga e consagrada produtora de vinho na região do Douro. Para devolver este património ao território, a TPNP formou um consórcio com a Câmara Municipal de Peso da Régua, que detém outros edifícios do outro lado da estrada, entre os quais o casino e o antigo Hotel da Dona Antónia.

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Fama que rivalizava com os melhores lugares de Paris

As propriedades terapêuticas das águas das Termas de Caldas de Moledo ganharam maturidade no século XVIII, com o seu grande desenvolvimento associado a dona Antónia Ferreira, conhecida como “Ferreirinha”. Nessa época, a fama daquela estância balnear ultrapassou fronteiras, com o requinte e a excelência dos seus serviços a serem comparados aos melhores lugares de Paris, em França.

Um balneário “ficará sempre para uso público”

Luís Pedro Martins garantiu que é também uma questão de honra, tanto para o presidente da Câmara de Peso da Régua, José Manuel Gonçalves, como para si próprio enquanto presidente da TPNP, que um dos balneários das Termas de Caldas de Moledo “ficará sempre para uso público”.

A inauguração do primeiro balneário está prevista para o final de 2026, altura em que estará totalmente recuperado e equipado, gerando mais de uma dezena de postos de trabalho diretos, segundo o responsável pela Turismo do Porto e Norte.

Restantes edifícios seguem para concurso público ao abrigo do Revive

Os restantes edifícios das Termas das Caldas de Moledo vão destinar-se à hotelaria, através de um concurso público a lançar ao abrigo de um programa do género do Revive, do Turismo de Portugal. “Temos neste momento financiados pelo programa regional 2030 cerca de dois milhões para a recuperação dos segundo balneário e também dos jardins. Tudo o resto depois será o abrigo do programa Revive (Reabilitação, Património e Turismo – Valorização do Património), feito o concurso público e também com o investimento do promotor que ganhar o concurso”, acrescentou Luís Pedro Martins.

Fotografia: C.M.Peso da Régua
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