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“Ter um ritmo de sono regulado é essencial para manter o nosso bem-estar psicológico”, garante Mariana Simões de Almeida

“Ter um ritmo de sono regulado é essencial para manter o nosso bem-estar psicológico”, garante Mariana Simões de Almeida

A previsão dos especialistas é que, neste segundo confinamento, mais de metade dos portugueses demonstrem sofrimento psicológico, à semelhança do que aconteceu no primeiro, decretado em março e abril do ano passado. Em causa, segundo explicou à VIVA! Mariana Simões de Almeida, está o aumento do “cansaço, a frustração, a crise económica e também alguma desesperança, em relação ao fim desta crise”.

É esperado um agravamento de patologias como depressão, ansiedade e stress, sendo que o impacto poderá ser maior em determinados grupos etários. “Aumentam também a tristeza, a sensação de insegurança em vários aspetos da vida e os difíceis lutos, que muitas famílias têm que fazer (…) Se o primeiro confinamento já foi difícil para muitas famílias, a consciência das dificuldades passadas, poderá reativar essas memórias, e, assim, aumentar os níveis de stress”, alertou a psicóloga.

Mariana Simões de Almeida

Um dos grandes impactos psicológicos do confinamento continua a ser o nível de isolamento que provoca sintomas depressivos e também a imprevisibilidade da situação, uma sensação de “vida em suspenso”, que tem gerado níveis de ansiedade muito altos. Neste período torna-se, por isso, importante “pensar no primeiro confinamento e avaliar o que correu melhor e o que não correu assim tão bem”.

De acordo com a responsável, as rotinas são importantes e devem manter-se enquanto perdurar o confinamento, sobretudo as de alimentação e do sono, que, destacou, facilmente podem ser desreguladas, desorientando e prejudicando, depois, a qualidade do descanso. “Ter um ritmo de sono regulado é essencial para manter o nosso bem-estar psicológico, porque é quando dormimos bem que o nosso cérebro pode dar-nos a ajuda necessária para lidarmos com as emoções mais difíceis”, salientou.

Adicionalmente, apontou, é igualmente importante que cada cidadão “assuma claramente” que a ansiedade precisa de ser gerida durante estes dias atípicos. “Em primeiro lugar, a ansiedade precisa de ser reconhecida para aumentarmos a nossa consciência sobre as suas consequências negativas em nós. Perceber o que é que tipicamente pensamos e fazemos quando estamos muito ansiosos é um bom primeiro passo para percebê-la melhor. Depois, é preciso gerir aquilo que podemos controlar e aprender a deixar cair e largar aquilo que não controlamos e que nos agita ainda mais”.

Para as famílias, a situação de confinamento conjugada com a interrupção letiva presencial tem sido uma “realidade muito dura de gerir”. “Para os pais com filhos mais pequenos, a exigência torna-se ainda maior, uma vez que as crianças pequenas precisam de cuidados e atenções constantes, tornando quase impossível a concentração dos pais [a maioria em teletrabalho]”, sublinhou, acrescentando que esta gestão aumenta consideravelmente o nível de stress dos pais e, consequentemente, tem impacto na dinâmica familiar.

“Cada família deverá encontrar o seu ponto de equilíbrio, ou seja, encontrar a forma que melhor ajude a manter o seu equilíbrio. Mas, há um conjunto de práticas que fazem parte do bem-estar físico e psicológico, como comer equilibradamente, dormir bem, fazer exercício e manter o contacto com amigos e família”, explica a psicóloga Mariana Simões de Almeida.

Se, no caso de alguns casais, o confinamento pode agravar problemas relacionais já existentes, tornando a convivência entre o casal mais difícil, por outro, Mariana Simões de Almeida acredita que esta situação pode também ajudar a que as pessoas se aproximem, passando a dar mais valor aos momentos familiares.

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