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Tempo de viagem de comboio entre Porto e Lisboa vai aumentar

Tempo de viagem de comboio entre Porto e Lisboa vai aumentar

A partir de 30 de agosto, os comboios vão ter de andar mais devagar por causa das obras de modernização do troço entre Espinho e Gaia, o que vai implicar mais oito minutos no tempo de viagem entre Porto e Lisboa.

Por causa destes trabalhos, e segundo avança o Jornal de Notícias, os comboios Alfa Pendular e Intercidades só poderão circular entre 70 e 80 km/h, “praticamente metade da velocidade autorizada no troço em condições normais”.

“O tempo de viagem só não é mais penalizado porque a CP vai reduzir, em cinco minutos, a deslocação entre Lisboa e Coimbra”, acrescenta o jornal.

Assim, no Alfa Pendular, a viagem entre Porto-Campanhã e Lisboa-Santa Apolónia vai passar a demorar 2 horas e 58 minutos, em vez das atuais 2 horas e 50 minutos. Se a viagem for realizada no Intercidades, demorará a 3 horas e 22 minutos em vez das atuais 3 horas e 16 minutos.

Esta será a segunda vez em dois anos que a CP é obrigada a alterar os horários por causa das obras na Linha do Norte. De recordar que em agosto de 2018, o tempo de viagem entre Lisboa e Porto foi agravado em seis minutos.

Os trabalhos também vão implicar alterações nos horários dos comboios de longo curso de Lisboa para cidades como Viana do Castelo, Braga e Guimarães (mais sete a nove minutos).

As viagens entre Porto e Aveiro, em comboios urbanos, vão também demorar mais tempo – a deslocação vai ser aumentada em até 15 minutos, sobretudo nas horas de ponta.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), a empreitada de Modernização do troço entre Espinho e Vila Nova de Gaia, na Linha do Norte, representa um investimento no valor de 55,3 milhões de euros, ao abrigo do programa Ferrovia 2020 – Corredor Norte-Sul, com um financiamento comunitário previsto de 85%.

“Com a execução desta empreitada haverá um conjunto de benefícios económicos muito significativos, tanto para as pessoas como para as empresas”, como a diminuição dos acidentes, com a eliminação de todas as passagens de nível existentes neste troço, aumentando a segurança e a fiabilidade do serviço ferroviário e da mobilidade.

“Com as intervenções nas plataformas, nomeadamente o seu alteamento, alargamento e aumento do seu comprimento, espera-se uma melhoria no conforto e segurança dos passageiros, dotando as estações de melhores acessibilidades”, aponta ainda a IP, que prevê “igualmente ganhos para o transporte de mercadorias, com a criação de duas vias de resguardo eletrificadas com 750 metros de extensão, aumentando assim a capacidade da via”.

A empreitada tem um prazo de 660 dias.

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