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Arte, cinema expandido e saberes ancestrais de mulheres nortenhas chegam ao Porto esta sexta-feira

Arte, cinema expandido e saberes ancestrais de mulheres nortenhas chegam ao Porto esta sexta-feira

Esta sexta-feira, o Porto recebe uma criação que cruza cinema, performance e saberes ancestrais de mulheres trabalhadoras do Norte de Portugal e da Galiza. Tânia Dinis apresenta “Morada Aberta – Onde o Gesto Cura” no espaço RAMPA, às 21h30, com nova sessão no sábado à mesma hora.

De acordo com a Lusa, o projeto nasceu na Braga’25 – Capital Portuguesa da Cultura e foi transformado com o apoio do Criatório, programa da Câmara do Porto, até se tornar naquilo que a própria artista define como “cinema expandido”.

Um projeto que cresce em cada apresentação

A criação divide-se em três momentos e parte dos saberes ancestrais de mulheres nortenhas, das suas práticas de cura e crenças populares, cruzando o digital com o analógico, em formatos de 8mm, 16mm e retroprojeção. “Acho que está na vida de muitas pessoas, principalmente quando estamos a falar no Norte, no Minho, na fronteira com a Galiza”, conta a artista à Lusa.

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A composição é feita em tempo real e vai crescendo com novas imagens e mais pesquisa em cada local de apresentação. “Há sempre muita partilha” de outras práticas e conhecimentos no final de cada sessão.

A voz por detrás do projeto

Tânia Dinis nasceu em Famalicão, em 1983, e trabalha entre o cinema e as artes performativas. É doutoranda em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu filme “Tão pequeninas, tinham o ar de serem já crescidas” foi premiado no IndieLisboa e no MDoc em 2025.

Depois do Porto, “Morada Aberta” segue para o Waking Life (Crato) a 22 de junho e para o Curtas Vila do Conde a 23 de julho.

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