A STCP vai avançar com uma auditoria independente ao Funicular dos Guindais, em resposta ao descarrilamento do Elevador da Glória, em Lisboa. A medida pretende reforçar os mecanismos de controlo e confirmar se os procedimentos em vigor continuam a garantir a máxima segurança.
Segundo a entidade gestora, apesar de todas as normas estarem cumpridas, a decisão insere-se numa lógica de prevenção. O processo de manutenção do equipamento já é regular e dividido em duas fases: uma revisão mensal com verificações técnicas de rotina e uma inspeção anual mais completa.
A operação e manutenção diária do funicular estão a cargo da empresa Liftech. Os técnicos desta têm a capacidade de intervenção imediata sempre que surge alguma anomalia.
Além destas ações, o Funicular dos Guindais é sujeito a uma certificação obrigatória, conduzida pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, de três em três anos. A última ocorreu em 2024, estando a próxima prevista para 2027.
O sistema possui ainda mecanismos automáticos que entram em funcionamento sempre que é detetado um comportamento fora do normal. Caso algum dos veículos ultrapasse a velocidade prevista, o sistema de travagem é acionado e imobiliza as composições em simultâneo.
Em 2024, esta infraestrutura que liga a Batalha à Ribeira transportou cerca de 540 mil passageiros. Até à data, mantém-se ainda como uma das atrações e meios de transporte mais emblemáticos do Porto.