O arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura vai receber a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos, tornando-se o segundo português a ser distinguido com aquela que é considerada a mais alta distinção mundial atribuída a arquitetos em vida.
O anúncio foi feito pela Ordem dos Arquitetos, que destacou o carácter histórico do reconhecimento, sublinhando o impacto da obra do arquiteto portuense na arquitetura contemporânea, em Portugal e no mundo.
Criada em 1984 e atribuída de três em três anos, a Medalha de Ouro da UIA distingue arquitetos cujo percurso tenha contribuído de forma excecional para a disciplina. Entre os premiados anteriores estão nomes como Hassan Fathy, Charles Correa, Rafael Moneo, Renzo Piano, Álvaro Siza Vieira e Paulo Mendes da Rocha.
Reconhecimento internacional consagra percurso de décadas
O júri desta edição integrou a presidente da UIA, Regina Gonthier, o arquiteto David Adjaye e a arquiteta Lu Wenyu.
Segundo o presidente da Ordem dos Arquitetos, Avelino Oliveira, Souto de Moura é autor de uma obra “disruptiva e intemporal”, sendo esta distinção o culminar de um percurso que reforça o papel de Portugal como referência internacional na arquitetura.
A cerimónia de entrega está marcada para 30 de junho, na Basílica da Sagrada Família, no âmbito do Congresso Mundial de Arquitetos. No dia seguinte, decorrerá também uma conversa pública com Souto de Moura, Manuel Aires Mateus e Inês Lobo.
Nascido no Porto em 1952, Eduardo Souto de Moura conta com uma carreira amplamente reconhecida, que inclui o Prémio Pritzker, atribuído em 2011, e o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, recebido em 2018.
Entre as suas obras mais emblemáticas destacam-se o Estádio Municipal de Braga, a Torre Burgo, no Porto, a Casa das Histórias Paula Rego e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, entre outros projetos que marcaram a arquitetura contemporânea nas últimas décadas.