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Serralves acolhe exposição de Julie Mehretu

Serralves acolhe exposição de Julie Mehretu

“Uma história universal de tudo e de nada” é o nome de uma exposição que reúne 20 anos do trabalho da artista etíope Julie Mehretu, que está patente no Museu de Serralves, no Porto.

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Conhecida pelas suas pinturas de grande escala que combinam, segundo a Lusa, “várias camadas de pormenores de plantas arquitetónicas com pintura modernista, onde também há espaço para ‘graffiti’ e caligrafia chinesa”, Julie Mehretu contou, num encontro com jornalistas  em Serralves, que aprendeu bastante ao olhar para o seu trabalho realizado ao longo dos últimos 20 anos.
Em entrevista à Lusa, a artista, natural de Adis Abeba, mas a viver e trabalhar em Nova Iorque, disse que ao preparar a exposição, espalhada por seis salas de Serralves, sentiu que houve uma “evolução” do seu vocabulário do pictórico em grande escala e na forma de se “esforçar para que as coisas fizessem sentido”.
Mehretu referiu também que no início a sua pintura tinha muitos detalhes e era um trabalho mais delicado, transformando-se mais recentemente num “trabalho mais aberto e livre”, “mais expressivo”, “mais interrogativo”, que apresenta obras com títulos sugestivos como “Patranhas” (2008), “Estela 2” (2016), “Cidadela” (2005), “Asa de Borrelho” (2009), “Escuro Fácil” (2007) ou “Quimera (2013).

Os temas, as inspirações
Temas como a Primavera Árabe, a guerra no Iraque ou cores que remetem para a violência, raiva e agressividade são evocados nas suas obras, onde se podem ver também referências à caligrafia chinesa, ao ‘graffiti’ e à mitologia grega.
Julie Mehretu preferiu não falar do novo presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, mas afirmou que adora Portugal, principalmente por ser um país que lhe dá esperança, porque soube viver depois de uma ditadura que se prolongou mais de 40 anos.
“O Porto é lindo e Portugal é fantástico. Portugal pode dar-nos esperança para o momento que vivemos nos EUA, de como podemos viver no pós-ditadura. Vocês sobreviveram por muito tempo, por isso nós temos esperança”, concluiu a artista.

A exposição
“Uma história universal de tudo e de nada” é uma seleção de 25 pinturas, datadas de 2001 a 2016, e de 38 desenhos, datados de 1996 a 2016, onde são mostrados os primeiros trabalhos de Mehretu em grafite e pinturas a tinta e acrílico, em telas de grandes dimensões.
A exposição, que fica em Serralves até 3 de setembro, é coorganizada com a Fundación Botín, em Espanha, e comissariada, no caso do Porto, por Suzanne Cotter, diretora do Museu de Serralves.
Julie Mehretu é reconhecida internacionalmente e é uma das artistas mais consagradas da sua geração, tendo recebido o Prémio de Arte Americana do Whitney Museum of American Art, em 2005, e sido uma MacArthur Fellow.

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