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 Ryanair escolhe o Porto para crescer e prepara expansão histórica em Portugal

 Ryanair escolhe o Porto para crescer e prepara expansão histórica em Portugal

A Ryanair vai reforçar a operação no Aeroporto do Porto no verão de 2026, com a abertura de três novas rotas internacionais. A companhia aérea irlandesa passará a voar diretamente do Porto para Varsóvia, na Polónia, Gotemburgo, na Suécia, e Rabat, em Marrocos.

O anúncio foi feito durante a apresentação da programação da Ryanair para Portugal, confirmando a aposta contínua da transportadora no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, que se consolida como uma das principais bases da companhia no país. Com este reforço, a Ryanair passará a ter 12 aeronaves baseadas no Porto e um total de 165 rotas em território nacional.

Segundo a empresa, o crescimento da operação no Norte contribui para o aumento da conectividade internacional da região e para a atração de turismo e investimento. Em paralelo, a companhia está também a expandir as infraestruturas de apoio. “Estamos a ampliar os hangares de manutenção no Porto”, afirmou o presidente executivo do grupo, Michael O’Leary.

Em contraste, a operação da Ryanair em Lisboa mantém-se inalterada. O CEO voltou a apontar a falta de ‘slots’ no Aeroporto Humberto Delgado como o principal obstáculo à expansão na capital, defendendo novamente a necessidade de avançar com o aeroporto complementar do Montijo. Na sua perspetiva, a limitação de capacidade na Portela tem travado o crescimento do tráfego aéreo em Lisboa.

“Lisboa é pequena porque as capacidades são suficientemente limitadas para que o governo possa proteger a TAP”, afirmou O’Leary, considerando que, caso existisse margem para crescimento, a capital poderia atingir mais de 40 milhões de passageiros nos próximos cinco anos. Atualmente, a Ryanair tem apenas quatro aviões baseados em Lisboa, contra 12 em Faro e 12 no Porto.

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Apesar das críticas, o responsável sublinhou a importância estratégica do mercado português para a companhia. “Portugal representa um dos mercados de crescimento mais rápido da Ryanair”, disse, acrescentando que a empresa transporta mais passageiros de e para Portugal do que qualquer outra companhia aérea.

No total, a Ryanair tem atualmente 30 aviões baseados no país, distribuídos por Faro, Porto, Lisboa e Funchal, o que representa um investimento estimado de cerca de 3 mil milhões de dólares. O objetivo da companhia passa por duplicar esse número para 60 aeronaves, elevando o investimento para cerca de 6 mil milhões de dólares.

Questionado sobre futuros investimentos, nomeadamente na área da formação, Michael O’Leary garantiu que esses planos não estão afastados. “Temos um grande centro de desenvolvimento de TI localizado em Lisboa”, referiu.

O CEO comentou ainda, em tom irónico, a recente troca de declarações com Elon Musk, após ter rejeitado o uso da rede de satélites Starlink para equipar a frota da Ryanair com wi-fi. Embora tenha afastado qualquer hipótese de aquisição da companhia pelo empresário norte-americano, devido às regras de controlo europeu das companhias aéreas, O’Leary afirmou que “qualquer pessoa é bem-vinda a comprar ações da Ryanair”, acrescentando que tal seria “um investimento muito melhor” do que outros projetos recentes do empresário.

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