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Rui Moreira defende nova ferrovia entre Norte de Portugal e Galiza

Rui Moreira defende nova ferrovia entre Norte de Portugal e Galiza

Em entrevista publicada este domingo no jornal “La Voz de Galicia”, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou que propôs ao presidente do Governo Regional da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, uma colaboração estreita entre os aeroportos do Porto e de Santiago de Compostela, defendendo também uma nova ferrovia entre a Região Norte de Portugal e a Galiza, a interligar no trajeto para Madrid.

À margem da conferência “Galiza e Portugal – novos laços”, e em entrevista ao jornalista Carlos Punzón, Rui Moreira denuncia “a deficiente ferrovia portuguesa” (o autarca demorou “quase quatro horas” na viagem de carro do Porto à Corunha), dando como exemplo a estagnação da ligação entre Porto e Lisboa ao longo das últimas décadas. “Em Portugal, não há comboio” e “para o norte é pior, é uma tragédia impossível até a fronteira, é como o faroeste. Isto tem de ser mudado”, disse o presidente, citado pelo Porto..

Foto: Miguel Nogueira | CM Porto

A questão da nova linha Porto-Lisboa de alta velocidade já tinha sido abordada no ciclo de debates “Diálogos Gallaecia”, e na entrevista à La Voz de Galicia, Rui Moreira voltou a dizer que o avanço da obra é fundamental para estabelecer a ligação com o norte de Espanha. “Esta é a hora de decidir que o comboio deve chegar à fronteira e seguir pela Galiza”, afirmou o autarca, que prefere o caminho da costa atlântica no percurso até Madrid, com saída pelo sul de Vigo. Já o nordeste de Portugal “pode ir por Puebla de Sanabria”, sugeriu.

“Entre a costa e Madrid não há população. A linha Aveiro-Salamanca é uma boa ideia para mercadorias, mas para os passageiros o importante deve ser uma linha rápida entre a Corunha e Setúbal”, defende o presidente da Câmara do Porto.

Na entrevista, Rui Moreira revelou ter proposto “ao presidente Feijóo a coordenação entre os aeroportos do Porto e Santiago. Estão a uma distância confortável um do outro, o que justifica essa aposta. Poderiam estar ligados por um comboio rápido e cada um deles especializar-se em determinados destinos. O Porto para voar para a África, Nova Iorque ou Brasil, e Santiago de Compostela para a América Latina, por exemplo. Assim podíamos ser mais eficientes”, disse.

Quanto à gestão aeroportuária, o autarca portuense disse que “o sucesso do Francisco Sá Carneiro não provém do apoio público às rotas. Trouxemos a Emirates, a United Airlines, Turkish Airline com zero euros. A estratégia portuguesa na gestão aeroportuária tem sido melhor do que a da Galiza, que conta com uma competição artificial de três aeroportos, e que foi determinante para o Porto. Os aviões vêm pelos passageiros, não pelos aeroportos, e o [aeroporto do] Porto cresceu porque a cidade se tornou uma atração turística e porque atraímos voos importantes que ajudaram o turismo a crescer”, considerou Rui Moreira, acrescentando que faz mais sentido apostar na coordenação entre os aeroportos do Porto e de Santiago de Compostela, já que o de Vigo está perto demais e tem “condições naturais difíceis”.

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