Rui Moreira informou os deputados, na Assembleia Municipal, sobre o memorando de entendimento assinado no passado sábado com o Governo prevendo que Gaia, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto e Valongo fiquem com a gestão da transportadora pública a partir de 2017.
PSD, PS e Bloco de Esquerda (BE) manifestaram-se de acordo com o entendimento obtido, mas a CDU mostrou reservas face a esta municipalização.
O autarca portuense reafirmou que, “no pior dos cenários”, os municípios envolvidos pagarão 4,5 milhões de euros anuais pelo défice operacional previsto com o serviço que a empresa fornece, cabendo ao Porto garantir 54% desse montante.
O Estado entrará com 1,5 milhões para cobrir o referido défice e Rui Moreira adiantou que os municípios apresentaram já ao Governo “uma contraproposta” visando diminuir a sua contribuição financeira e elevar a do Estado.
O PSD considerou “positivo” o acordo e disse que a sua “única dúvida são algumas metas irrealistas” de crescimento anual de passageiros, ao que Rui Moreira respondeu que sempre que há uma grande renovação de frota “há imediatamente um acréscimo”.
O autarca local disse ainda que a administração da STCP, que será presidida pelo Porto e composta por mais quatro elementos, um dos quais, o administrador financeiro, nomeado pelo Estado, tentará “aumentar o número de passageiros sem aumentar o défice” operacional.