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Festival Eurovisão da Canção Filosófica | MICAR 2020, Rivoli

Festival Eurovisão da Canção Filosófica | MICAR 2020, Rivoli

Festival Eurovisão da Canção Filosófica
2 outubro, 21h | 3 outubro, 19h, Rivoli Teatro Municipal

[Teatro ⁄ Música]
Músicas legendadas para português Suíça

“’Festival Eurovisão da Canção Filosófica’ levanta questões acerca da identidade: dos vários países participantes e da Europa enquanto comunidade, em particular quando esta se torna mais débil e se reavaliam as ideias do que representa. Conferimos a pensadores (filósofos, historiadores, antropólogos) a tarefa de escrever textos. Em termos de forma, os textos seguem os códigos poéticos da canção, isto é, uma estrutura que contempla versos e um refrão, que podem rimar. Já quanto ao conteúdo, não se trata de poesia, lirismo ou emoções, mas antes de ter em consideração aspetos sociológicos, antropológicos ou filosóficos do nosso mundo contemporâneo. O nosso objetivo é responder de forma indireta e com humor ao crescente desdém que o discurso populista ostenta em relação aos intelectuais e ao desaparecimento do pensamento do espaço público, favorecendo o entretenimento. Após cada canção, os membros do júri comentam e discutem os temas invocados pela letra.” Massimo Furlan & Claire de Ribaupierre (Foto: © DR)

© DR

MICAR 2020 – Racismos e variações eurocêntricas: da Invisibilidade à Pluralidade
2 a 4 outubro, Rivoli Teatro Municipal

Na sua 7ª edição, a Mostra Internacional de Cinema Anti-Racista pretende contribuir para descodificar e tornar visível o sistema racial, etnocêntrico e xenófobo que vigora na arquitetura do tempo e do espaço em que vivemos. Para problematizar esta arquitetura urge discutir os seus equipamentos e os seus léxicos e gramáticas, nomeadamente as praticadas no sistema de ensino, pelas forças de segurança e de controlo de fronteiras, pelos tribunais e serviços judiciais e ainda pelos organismos institucionalmente responsáveis pelo combate à discriminação e pela integração. A MICAR 2020 pretende ainda ativar uma discussão plural e efetiva de alternativas consequentes para o combate ao racismo e à discriminação étnico-racial e para a construção de uma sociedade igualitária, que permita a integração efetiva, a participação e a mobilidade e cidadania plena a todas e todos. Discutir-se-á o papel desempenhado pela cultura e pelos media – por exemplo, programas de entretenimento, de debate e comentário político – e a forma como estes têm vindo a naturalizar, no espaço público e político, formas de violência e de incitamento ao ódio que revitimizam aquelas e aqueles que diariamente enfrentam o racismo e a xenofobia.
Programação
Eu não sou Pilatus | 2 de outubro – 21h30
What you gonna do when the world is on fire? | 2 de outubro – 21h30
Atlantiques | 3 de outubro – 17h30
Ceuta, douce prison – 3 de outubro – 17h30
Black Sheep | 3 de outubro – 21h30
Show me Democracy | 3 de outubro – 21h30
Opré Chavalé | 4 de outubro – 17h30
Our School | 4 de outubro – 17h30
Entrada gratuita (mediante levantamento de bilhete)

© DR

Queer Porto 6 – Festival Internacional de Cinema Queer no TMP
13 a 17 outubro, Rivoli Teatro Municipal
A 6ª edição do Queer Porto – Festival Internacional de Cinema Queer está de volta ao Teatro Rivoli, apresentando uma variada e seleta programação do que de melhor se faz no panorama mundial deste género cinematográfico. Destaque na programação para o documentário vencedor do Teddy Award na mais recente Berlinale, “Si c’était de l’amour”, do realizador austríaco Patric Chiha, a partir da peça Crowd, da coreógrafa Gisèle Vienne, que propõe um mergulho sensorial no universo da criação autoral e, em concreto, da dança, onde se convida o espectador a refletir sobre a transposição de identidades e a fantasiar com diferentes níveis utópicos do desejo. O Festival amplia a sua parceria com a Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, onde terá lugar um programa especial e uma série de conferências à volta da temática do cruising, tema transversal à edição deste ano. O cruising enquanto instrumento de leitura da cultura queer e dos seus objetos culturais, as políticas de desejo inerentes a esta prática, a relação do cruising com os espaços arquitetónicos e urbanísticos. A programação completa-se com as habituais secções competitivas e programas fora de competição.
Mais informação em www.queerlisboa.pt

© André Tentúgal

Capicua
24 outubro, 21h, Rivoli Teatro Municipal

[Música]

Após anos intensos de concertos, com repertório dos discos anteriores, Capicua faz um reset e começa nova tour, com novo disco, nova formação e novo cenário. “Madrepérola” vem para renovar o repertório, mas sobretudo o espírito do espetáculo da rapper. A ideia é tocar o disco na íntegra, falando de cada tema cuidadosamente, como quem faz uma visita guiada a uma casa nova. Sendo um álbum de canções, com muitas vozes convidadas e muito mais dançável, exige que no palco se concretize essa energia. Assim, além dos músicos que habitualmente a acompanham (D-One, Virtus, Luís Montenegro e Sérgio Alves), Capicua passará a estar ladeada de duas vozes cantadas (Inês Pereira e Joana Raquel), para fazer jus à musicalidade dos novos temas e abrir novas possibilidades de descoberta do antigo repertório, com a reinvenção de velhos temas. Visualmente, o espetáculo ganha nova identidade, com muita luz, texturas e brilho, numa alusão à iridescência da madrepérola e à policromia dos encantos subaquáticos. É sem dúvida uma nova etapa que começa, plena de energia vital e poesia convertida em música.

© DR

Mal – Embriaguez Divina
29 e 30 outubro, 21h, Rivoli Teatro Municipal

[Dança]

“O Mal foi por muito tempo personificado pelo Diabo, também conhecido como Anticristo, Satanás, Leviatã, Lúcifer, mas também simbolizado pela Bruxa, Mago, Mulher, Animal, Híbrido, Mutante e assim por diante. Encontraremos a sua referência na Bíblia, no discurso moral, ético, político, judiciário, e ainda, no centro de criações literárias e artísticas. A seu tempo, tanto a natureza do Mal como a sua personificação, o Diabo, alargar-se-iam às ideias de injustiça social, violência, doença, entre outras. Para Georges Bataille, a atividade humana é geralmente o desejo de alcançar o ponto mais distante do domínio fúnebre (o podre, o sujo, o impuro), conjurando o Mal. O nosso Mal passar-se-á numa tribuna, onde um coro, numa tonalidade prenunciadora de melancolia, é assaltado por visões. Ao mesmo tempo que observa, é vigiado.” Marlene Monteiro Freitas
Coreografia Marlene Monteiro Freitas | assistência Lander Patrick | com Andreas Merk, Betty Tchomanga, Hsin-Yi Hsiang, Jelena Kuljic, Majd Feddah, Mariana Tembe, Miguel Filipe, Samouil Stoyanov, Walter Hess

© Camila Soares

Understage: @c
29 outubro, 23h, Rivoli Teatro Municipal

[Música | Coprodução com Matéria Prima]

“Porque é que, ao olhar para nada, nunca vemos nada?” Pedro Tudela e Miguel Carvalhais colaboram como projeto @c desde 2000, tendo produzido mais de duas dezenas de edições discográficas, quase duas centenas de espetáculos e várias instalações sonoras. Para marcar os vinte anos do projeto, Tudela e Carvalhais colaboram com André Rangel no novo espetáculo “Não-Nada”, especialmente criado para o Understage do Rivoli. “Não-nada” é uma performance para som multi-canal e luz que explora o palco, não-palco e sub-palco do Rivoli. É um espectáculo que destila duas décadas de experimentação sonora radical, de um percurso militante e inquieto, de um permanente trabalho em curso.

Teatro Municipal Rivoli
Praça D. João I
4000-295 Porto
Tel. 223 392 200

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