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Requalificação do antigo Matadouro de Campanhã deverá estar finalizada no próximo mandato

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A Câmara do Porto revelou esta sexta-feira que a obra de dez milhões de euros para instalar um polo económico, cultural e de coesão no antigo matadouro de Campanhã “deverá ficar pronta a meio do próximo mandato”.

A autarquia revela que o projeto para o equipamento – apresentado esta quinta-feira em Milão, durante a 21.ª Trienal de Artes, Design e Arquitetura – contempla “uma passagem privilegiada e ligação ao metro para servir visitantes, trabalhadores e a população residente na zona da Corujeira” e um “novo atravessamento pedonal entre a Via de Cintura Interna (VCI) e a linha de caminho de ferro”.
A Câmara acrescenta que o novo espaço terá dez valências, como uma “Área de Empresas Criativas e Tecnológicas”, “Museu da Indústria”, “Arte e Comunidade”, “Reserva de Arte Contemporânea”, “Nave-multiusos”, “Laboratório de Gastronomia”, “Estúdios Média e Audioviosual”, “Artes e Ofícios Tradicionais”, “Polo de Desporto” e “Residências Artísticas”.
De acordo com o município, os “concursos e procedimentos necessários” para a concretização do projeto “vão acontecer ainda no decorrer do atual mandato de Rui Moreira”.
O autarca espera “um impacto muito significativo nos equilíbrios da cidade e na captação de muitas atenções para a freguesia mais oriental do Porto, com as áreas limítrofes a sofrerem um efeito de contágio positivo”.
Desativado há mais de 20 anos, o antigo Matadouro Industrial de Campanhã está implantado num terreno com 29 mil metros quadrados e resulta de um projeto aprovado em 1910 pela Câmara do Porto.
Segundo a Câmara, a vertente “Arte e Comunidade” vai ser “coordenada por agentes multidisciplinares que desenvolvam práticas em áreas sociais e artísticas, em articulação com o tecido social de Campanhã”.
A “Reserva de Arte Contemporânea” pretende dar “resposta a necessidades de espaço por parte de colecionadores e artistas do Porto” e a “Nave-multiusos” vai estar “preparada para acolher diversos tipos de apresentações”.
Os “Estúdios Média e Audioviosual”, para “produção e gravação nas áreas do cinema, rádio, televisão e música”, terão “espaços para arrendamento comercial e outros vocacionados para projetos pedagógicos emergentes”.
O espaço de “Artes e Ofícios Tradicionais”, incluirá, “por exemplo, locais de trabalho para encadernadores, estofadores, carpinteiros e outros artesãos”.
No “Polo de Desporto”, haverá “um campo multiusos e respetivas instalações de apoio” e as “Residências Artísticas” vão ter “estúdios que incluem uma área de residência e de outra de apresentação pública destinadas a artistas nacionais e estrangeiros”.
Na candidatura apresentada em setembro do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) do Porto ao Programa Operacional Regional Norte 2020, a Câmara do Porto explicava que pretendia dotar o matadouro de espaços de incubação de empresas, estúdios de novos media, lazer, investigação, gastronomia, arte contemporânea e residências, transformando o equipamento numa âncora da revitalização da zona de Campanhã.

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