Quando se deslocou ao Parlamento, a convite da Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, vincou a disponibilidade da autarquia para, em articulação com o Governo, desenvolver programas de requalificação para as ilhas da cidade. Um investimento que, estima, se situe nos 32 milhões de euros.
Com a inscrição desta resolução da Assembleia da República, os deputados corroboram este caminho, recomendando a criação de “instrumentos legais para que, aproveitando as características muito próprias das ilhas do Porto, se possa efetivamente reabilitar estas habitações, assegurando a manutenção dos atuais residentes”, avança a Lusa.
O Parlamento recomenda ainda ao Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IRHU) que, em articulação com o Município do Porto, “desenvolva uma campanha de divulgação junto dos proprietários, inquilinos e potenciais inquilinos das ilhas, dos instrumentos disponíveis para a respetiva reabilitação e subsequente disponibilização para arrendamento de longa duração”, revela a mesma fonte.
De acrescentar que num universo que é maioritariamente privado, a Câmara do Porto apenas é proprietária de três ilhas. No âmbito do seu património, refira-se, já concluiu a requalificação da Ilha da Belavista, num investimento que rondou os 40 mil euros por casa; está, neste momento, a recuperar a Ilha do Bonjardim; e, para a Ilha de Cortes, tem em desenvolvimento o projeto de reabilitação.