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Reconversão do matadouro de Campanhã deverá custar 15 milhões de euros

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Transformar o edifício do antigo matadouro de Campanhã, cuja construção teve início em 1910, num “equipamento âncora na reabilitação da zona oriental da cidade”, baseado nos eixos da coesão social, da cultura e da economia, é o objetivo do projeto que foi apresentado esta terça-feira aos vereadores em reunião pública do executivo da Câmara do Porto.

O concurso público para reconversão e exploração, por 30 anos, do antigo matadouro, deverá ser lançado em julho pela Câmara do Porto, que estima o valor da empreitada em cerca de 15 milhões de euros.
O estudo prévio da reabilitação do espaço prevê a construção de um novo edifício em altura e uma passagem superior sobre a Via de Cintura Interna (VCI), bem como a criação de um percurso interior entre a rua de S. Roque e a estação de Metro do Dragão.
De acordo com o arquiteto Pedro Baganha, a ideia é que “os espaços cultural e social”, que ocuparão 9.151 metros quadrados dos mais de 20 mil metros quadrados disponíveis para construção, fiquem “na gestão direta da Câmara do Porto”, sendo o restante explorado pela entidade privada que vier a ganhar o concurso.
“A construção total é igual à que existe hoje”, disse, acrescentando que o prazo do concurso deverá ser de nove meses, tendo depois o vencedor sete meses para terminar o projeto e dois anos para concluir a construção.
De acordo com o vereador com o pelouro da Economia, Ricardo Valente, neste procedimento concursal, não se irá aplicar “o princípio do preço baixo”, tendo em conta que a GOP – empresa municipal de Gestão das Obras Públicas “recebe pela exploração e paga pela utilização de parte do espaço”.
“Os concorrentes terão que apresentar um plano de exploração, de programação e de manutenção” do edifício, disse, acrescentando que haverá “requisitos mínimos”, designadamente de capacidade técnica e de capacidade financeira.
Na avaliação das propostas, o fator preço apenas contará 25%, sendo que os restantes 75% incidem sobre qualidade técnica da proposta apresentada, explicou o vereador.
O júri do concurso vai ser presidido por Elísio Summavielle, presidente do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Os vereadores da oposição congratularam-se com o avanço da reconversão do matadouro, sendo que PS e CDU defenderam que a zona envolvente deveria ser também abrangida.
“O edifico obviamente que tinha que ser reabilitado e devolvido à cidade. Também me preocupa a envolvente, o concurso tem que ter em conta a zona envolvente”, disse o comunista Pedro Carvalho, depois de o vereador do PS Correia Fernandes ter considerado que este projeto devia ter uma relação com a envolvente.
Também o vereador do PSD Ricardo Almeida enalteceu o lançamento do concurso, afirmando que o matadouro “é um projeto estruturante e que só peca por tardio”.
Em meados do ano passado, o presidente Rui Moreira tinha já apresentado o projeto para o matadouro em Milão, no âmbito da 21.ª Trienal de Artes, Design e Arquitetura, adiantando que aquele edificado abandonado há cerca de 20 anos irá comportar uma área de empresas criativas e tecnológicas, bem como o Museu da Indústria, com um polo central e outro disseminado por vários espaços.

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