A Federação Académica do Porto (FAP), que assinala esta terça-feira, 8 de julho, 36 anos de existência, aprovou novos estatutos que consagram a obrigação de destinar 15% do seu resultado líquido anual a atividades de cariz social. A medida visa reforçar o compromisso com a promoção da igualdade de oportunidades e garantir um impacto direto do trabalho da federação nas comunidades mais vulneráveis.
Até aqui, o apoio a projetos sociais era decidido anualmente pelas direções da FAP. De acordo com o JN, com a alteração estatutária, a reserva financeira passa a ser obrigatória e permanente. A maior parte das receitas da federação provém da organização da Queima das Fitas do Porto.
“Estamos a garantir que o sucesso da FAP beneficia, diretamente, as crianças e jovens que mais precisam”, sublinha Francisco Porto Fernandes, presidente da FAP, citado pelo JN.
Os novos estatutos introduzem também a promoção da igualdade de oportunidades como um dos objetivos centrais da organização, refletindo o trabalho que a federação tem vindo a desenvolver com iniciativas como o projeto “FAP no Bairro”.
“Num contexto em que muitos jovens enfrentam dificuldades em aceder e frequentar o ensino superior, a FAP tem a obrigação de garantir que nenhum estudante fica para trás por razões económicas ou sociais”, acrescenta o dirigente.
A federação submeteu ainda, esta semana, o pedido de estatuto de utilidade pública ao Governo.
Mais camas para bolseiros
No mesmo dia em que celebra o 36.º aniversário, a FAP irá formalizar acordos com a Universidade do Porto, o Politécnico do Porto e a Universidade Católica Portuguesa para aumentar o número de camas disponíveis para estudantes bolseiros.
No próximo ano letivo, abrirá uma nova residência no Marquês, a Academia 24, que se junta à já existente no Centro Histórico. Ao todo, a FAP passará a disponibilizar 64 camas: 40 na residência da Bainharia e 24 na do Marquês.