As obras de restauro na Igreja dos Clérigos puseram a descoberto, debaixo do soalho de madeira junto ao altar-mor, uma cripta do século XVIII contendo pelo menos vinte indivíduos. Admite-se que um deles possa pertencer ao famoso arquiteto italiano que, há mais de 250 anos, projetou o templo e a torre anexa, com mais de 76 metros de altura e servida por uma escada em espiral com 240 degraus. O assento da morte de Nicolau Nasoni regista o seu sepultamento na Igreja dos Clérigos, porém, não refere o local exato, nem outro túmulo se lhe conhece. Arqueólogos, antropólogos e historiadores trabalham agora em conjunto para desvendar o enigma dos Clérigos.
Eugénia Cunha, professora catedrática do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e consultora nacional para a Antropologia Forense para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, o historiador italiano Giovanni Tedesco e o padre Américo Aguiar, presidente da Irmandade dos Clérigos, são os convidados da sessão de “Um Objeto e Seus Discursos por Semana” agendada para sábado, dia 19, às 18h, na Igreja dos Clérigos.