Esta quinta-feira, dia 12 de dezembro, fica marcada pela realização de uma greve geral a nível nacional. Várias têm sido as reações àquela que tem sido a adesão à greve, havendo opiniões bastante diferentes.
Por um lado, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) considera que está a ter um “impacto enormíssimo” no dia de trabalho do país. Tanto assim é que a CGTP diz que é uma das maiores, senão a maior greve da história em Portugal.
Pelo lado oposto, o Governo já veio referir que os efeitos não são tão significativos assim. Nas palavras do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, a adesão é “inexpressiva”, já que a “esmagadora maioria do país está a trabalhar”.
E no Porto? Como tem sido a greve?
Quanto aos efeitos da greve no Porto, diz-nos a SIC Notícias que a greve geral está a afetar de forma visível diversos setores.
A estação de Campanhã, tradicionalmente uma das mais movimentadas do país, viveu esta manhã um cenário pouco habitual, com poucos passageiros e circulação limitada apenas aos serviços mínimos. Normalmente, cerca de 300 comboios circulam diariamente na região do Grande Porto, mas esta quinta-feira apenas cerca de 80 cumprem a operação prevista.
Nos transportes urbanos, a STCP mantém apenas 20 linhas em funcionamento, enquanto o Metro do Porto opera com duas linhas, ambas com frequência reduzida. Quem decidiu não aderir à greve enfrentou dificuldades para chegar ao trabalho.
A adesão à greve também se fez sentir nos hospitais, onde consultas e cirurgias não urgentes foram adiadas. No IPO do Porto, por exemplo, a participação dos enfermeiros aproximou-se dos 100% durante a noite. A Federação Nacional dos Médicos indica que a greve no Porto está a ter uma adesão de cerca de 80%.
No setor da educação, várias escolas funcionaram de forma limitada ou encerraram totalmente.