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“TAP – Caixa Negra” não encerra assunto sobre a companhia, diz Rui Moreira

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O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, afirmou esta terça-feira, na apresentação do seu livro “TAP – Caixa Negra”, que quem controla a transportadora aérea TAP é o empresário David Neeleman e não o Governo, avisando que “a história não acaba” com o livro lançado.

Sem querer desvendar o conteúdo da obra, o autarca assinalou que quem ler o livro irá “encontrar coisas que desconhece” e “perceber como, nos corredores do poder, muitas vezes aquilo que parece acaba por ser mesmo verdade”.
Rui Moreira acrescentou que, e tal como havia sido dito por António Lobo Xavier durante a apresentação, e sobre a TAP, “não se percebe qual foi a estratégia que presidiu nem à sua privatização nem à reversão da privatização até aos 50%”.
Para o autarca, esta “é uma guerra que o país perdeu e em que o Norte sofre mais que o país” e assinalou que “o erro da TAP começa provavelmente nos anos 90, quando se começa a pensar em privatizar” a empresa.
Rui Moreira deixou ainda o aviso de que, apesar de terminado o livro, “a história não acaba aqui”.
“Nós não vamos escrever um segundo fascículo do livro, agora, a história não acaba aqui porque vamos ver quais vão ser os próximos capítulos da TAP e dos transportes aéreos em Portugal, com ou sem TAP”, alertou.
Durante a sua intervenção na apresentação da obra prefaciada por Luís Valente de Oliveira contou mesmo estar na posse de cartas de 1953 de António de Oliveira Salazar que “envolveu os empresários do Norte na recapitalização da TAP”.
“Temos alguma coisa a ver com o destino do país, até porque quando há dificuldades vêm sempre bater-nos à porta. Desta vez somos nós a bater à porta”, sublinhou o presidente da Câmara do Porto.
Sobre a sua obra, um “romance histórico” em que “infelizmente os factos que lá estão são verdadeiros”, Rui Moreira realçou ainda que “é principalmente um aviso à navegação, para que da próxima vez que nos façam a próxima maldade, se calhar nós vamos estar ainda mais atentos do que desta vez e se calhar vamos ter ainda mais pessoas a fazer barulho”.
De acordo com o autarca portuense, “o país não pode continuar nesta assimetria”, que pende para Lisboa, e é preciso “reclamar”.
“O que temos visto nos últimos dias é o cancelamento sucessivo de voos para o Porto. Aquilo que parece, é. Até ao momento não se viu nada que recomendasse que nós não estivéssemos preocupados”, acrescentou Moreira.
A apresentação do livro esteve a cargo de António Lobo Xavier, dirigente do CDS e mandatário da candidatura de Rui Moreira à Câmara do Porto, para quem “o livro poderia chamar-se ‘À procura da lógica’”.
“Mas tenho que avisar que essa busca não teve qualquer sucesso”, criticou o centrista segundo o qual “no final do livro há uma sensação inquietante” de não se compreender a lógica por detrás das decisões sobre a TAP.
Lobo Xavier disse ainda que o livro de Moreira – “que é mais um membro da corte do Norte que um cacique” – se destina também para “comentadores e políticos superficiais” que foram criticando as posições da câmara ao longo dos últimos meses.

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