Passaram os tempos de pedir namoro em verso, mas engane-se quem pensa que a criatividade findou. É que os alunos das escolas do concelho, todos os anos, recriam esta tradição e, dando largas à imaginação, “transformam” (isso mesmo) as modestas colheres de pau em pequenas obras de arte e, vestidos com trajes do século XVIII, evocam a Feira dos Namorados, divulgando e vendendo as tradicionais colheres de pau.
De sublinhar que esta feira tem grande tradição em Vila do Conde e 20 de janeiro constituía um dia especialmente festivo para a cidade, já que era ponto de encontro da comunidade que, trajando a preceito, tratava dos seus negócios, enquanto os mais jovens aproveitavam a possibilidade de um namoro ou, quem sabe, de um casamento.
Uma celebração e convite à tradição “trabalhada” em pleno século XXI. Absolutamente imperdível.