Sogrape

Sugestões Casa da Música

Sugestões Casa da Música

Yeol Eum Son
Terça-feira, 18 maio | 19:30 | Sala Suggia | 10 €
Yeol Eum Son piano
Robert Schumann Arabesco, op. 18; Fantasia, op. 17
Fryderyk Chopin Prelúdios, op. 28
A pianista sul-coreana Yeol Eum Son é premiada dos prestigiados concursos Van Cliburn e Tchaikovski e vencedora de várias outras competições internacionais. Recentemente, foi a solista na última gravação do lendário maestro Sir Neville Marriner. O seu recital de estreia em Portugal é centrado no piano romântico de Schumann e Chopin. Schumann foi um grande mestre da pequena forma, das pequenas peças para piano como o “Arabesco” que abre este recital — ecos das suas geniais canções. Quanto à “Fantasia”, teve origem numa peça que procurava expressar a paixão e a desolação de estar afastado da pessoa que amava. O programa termina com os “Prelúdios op. 28” de Chopin, obra tão perfeita que retirou de Schumann estas palavras: “Até mesmo nos silêncios o reconhecemos, a sua respiração ardente. Ele é e permanece o mais audaz, o mais corajoso génio poético do nosso tempo.”

Zacharias toca Mozart
Sexta-feira, 21 maio 19:30 | Sala Suggia | 14 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Christian Zacharias direção musical e piano
Igor Stravinski Danças concertantes
W. A. Mozart Concerto para piano e orquestra n.º 12, em Lá maior, K. 414
W. A. Mozart Sinfonia n.º 36, em Dó maior, Linz
As interpretações dos concertos para piano de Mozart por Christian Zacharias, no duplo papel de solista e maestro, têm-lhe valido elogios pelo mundo inteiro. O músico alemão gravou todos os concertos do génio de Salzburgo, sendo detentor de uma das mais respeitadas integrais da discografia mozartiana. Investigador profundo da Primeira Escola de Viena, dirige esta noite duas obras predilectas de Mozart, incluído a célebre sinfonia que escreveu, em apenas quatro dias, na sua passagem pela cidade austríaca de Linz. O programa fica completo com um compositor também ele aficionado pelas músicas de outras épocas douradas da história da música, Igor Stravinski, neste caso revelando a sua matriz neoclássica com as Danças concertantes, escritas em Hollywood e pensadas como um ballet abstrato.

A Quarta de Sibelius
Sexta-feira, 28 maio | 19:30 | Sala Suggia | 10 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Stefan Blunier direção musical
Patricia Kopatchinskaja violino
IRCAM-Centre Pompidou eletrónica
Worten Digitópia eletrónica
Luca Francesconi Corpo Elettrico, para violino, orquestra e eletrónica
Jean Sibelius Sinfonia n.º 4
Esta é uma rara oportunidade de escutar, em estreia mundial, a obra e a sua intérprete de eleição no mesmo palco, contando por isso com Patricia Kopatchinskaja, a solista para quem foi escrito o mais recente concerto para violino do italiano Luca Francesconi. Aqui, o violino desencaminha a orquestra através de sonoridades que lembram a guitarra eléctrica de um Jimi Hendrix e resultam numa autêntica explosão de energia. Depois, sob a direção do seu maestro titular, a Orquestra Sinfónica prossegue o ciclo dedicado a Sibelius com a estranha e misteriosa Quarta Sinfonia, na qual forças invisíveis do mundo parecem fazer-se ouvir.

Oratório de Páscoa
Domingo, 30 maio | 11:00 | Sala Suggia | 18 €
Orquestra Barroca Casa da Música
Laurence Cummings cravo e direção musical
Anna Dennis soprano
Iestyn Davies contratenor
Nicholas Mulroy tenor
João Fernandes baixo
Huw Daniel violino
Reyes Gallardo violino
J.S.Bach Oratória de Páscoa, BWV 249; Concerto para Dois Violinos em ré menor, BWV 1043; Oratória de Ascenção, BWV 11
Johann Sebastian Bach viveu quase três décadas na cidade de Leipzig, onde escreveu inúmeras páginas brilhantes da história da música – e a um ritmo impressionante, tal era a exigência dos cargos que ocupava. As oratórias apresentadas neste concerto refletem a celebração da vida associada à Ressurreição de Cristo, e são acompanhadas por um dos mais célebres concertos para solistas e orquestra escritos pelo génio alemão. Celebrando 15 anos desde a sua fundação, a Orquestra Barroca Casa da Música junta-se a um elenco de solistas especializados em música antiga para uma interpretação o mais fiel possível ao tempo da criação destas obras.

Filipe Karlsson
Quarta-feira, 2 junho | 19:30 | Sala 2 | 10 €
Depois de se estrear a solo em 2020 com os EPs “Teorias do Bem Estar” e “Modéstia à Parte”, Filipe Karlsson lança-se finalmente à estrada para celebrar um ano deste projeto, acompanhado pela sua banda.
Os concertos marcam a estreia do músico em nome próprio, e terão lugar no Avenida Café-Concerto (Aveiro), Casa da Música (Porto) e Teatro Maria Matos (Lisboa). Para além de trazer ao palco todos os temas que já foi dando a conhecer ao longo do último ano, haverá com certeza oportunidade para um piscar de olhos exclusivo ao que o músico anda a preparar em estúdio de momento.

Concertos Italianos
Sexta-feira, 4 junho | 21:00 | Sala Suggia | 14 €
Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música
Donato Renzetti direção musical
Benjamin Schmid violino
Ermanno Wolf-Ferrari Concerto para violino e orquestra
Nino Rota Suite de La Strada
Alfredo Casella Concerto para orquestra
A estreia do maestro Donato Renzetti na Casa da Música marca o regresso do grande violinista Benjamin Schmid ao Porto para interpretar um dos concertos da sua premiada discografia. Ermanno Wolf-Ferrari compôs sobretudo óperas que não foram bem recebidas em Itália mas conquistaram a Alemanha. As peças instrumentais correspondem ao início e ao final da sua carreira, fortemente marcada pela Primeira Guerra Mundial, com o humor refinado das suas óperas a ser substituído pela melancolia. Depois do intervalo, uma obra que dispensa apresentações, sobretudo entre cinéfilos: a música que Nino Rota escreveu para o clássico “La Strada” de Fellini, cineasta com quem criou uma forte relação artística. Rota foi aluno de Alfredo Casella, o compositor que fecha o programa num universo musical bem distinto, denunciando a sua forte inclinação para a linguagem romântica.

Ornette, what is this?
Sábado, 5 junho | 22:00 | Sala Suggia | 14 €
Orquestra Jazz de Matosinhos
Pedro Guedes direção musical
Perico Sambeat e Ricardo Toscano saxofone alto
Carlos Azevedo, Pedro Guedes, Ohad Talmor e Guillermo Klein arranjos
Sem a música de Ornette Coleman o jazz tinha sido outra história. A partir do momento em que lançou os seus álbuns revolucionários “The Shape of Jazz to Come” e “Free Jazz”, em 1959 e 60, um mundo novo de possibilidades se abriu. A extraordinária imaginação melódica e rítmica deste saxofonista pedia uma liberdade que precisava de explorar outros caminhos, e a verdade é que a sua musicalidade assume toda a negritude que o jazz transporta desde as raízes. A Orquestra Jazz de Matosinhos encontra-se com a música deste grande mestre do jazz e propõe um conjunto de novos arranjos para temas que são uma porta aberta para a intensa expressão musical dos solistas. Como convidados conta com dois saxofonistas de exceção.

IAN
Domingo, 6 junho | 18:00 | Sala 2 | 12 €
Em palco IAN está só. Como se de um desafio se tratasse. Um palco, um violino, uma voz, um piano, uma série de luzes led pequenas a brilhar, efeitos e máquinas. A IAN em palco está só. Ela e a sua música. E isso enche o espaço. Tem ainda um vídeo detalhadamente tratado. Em palco IAN está só… Mas ela, a música e a imagem estão lá… está lá tudo. Quando nos damos conta afinal de contas o palco de IAN está cheio. Cheio de elegância, de modernidade, de estranheza, de solidão e vivências, de alegrias e tristezas, de inconformismos e inconformidades, de problemas e soluções…
Na solidão ouvimos vozes em várias línguas… companheiros que falam em off. Depois há a viagem e as viagens que vamos descobrindo ao longo dos temas… RAIVERA é um exercício de liberdade. Liberdade de escolher caminhos nem sempre óbvios. Em palco esses caminhos são ainda mais contundentes.
As viagens de IAN em palco começam sós, mas rapidamente nos juntamos à viagem, sentamo-nos ao lado dela, olhamo-la nos olhos e deixamo-nos às vezes dançar… IAN em palco está só a fazer aquilo que mais gosta…. e isso é sobretudo liberdade.

Moullinex
Quarta-Feira, 9 junho | 19:30 | Sala Suggia | 17 €
Luís Clara Gomes aka Moullinex teclados, vozes
Guilherme Tomé Ribeiro teclados, vozes
Guilherme Salgueiro teclados
Diogo Sousa bateria
Hugo Valverde técnico de som
Gonçalo Oliveira iluminação
Fernando Oliveira vídeo
Pode uma pista de dança mudar o mundo? Para Moullinex, é “um elemento capaz de mudar sociedades”. Depois de um ano em que as relações passaram, na sua maioria, a um plano digital, Luís Clara Gomes junta ciência e arte para criar empatia entre desconhecidos, nunca deixando de sentir a gravidade que lhe puxa os pés para a Terra e permite o convite à dança nos seus mais variados movimentos e formas. Como diz, “apesar de vivermos numa sociedade cada vez mais digitalizada, ainda precisamos muito de coisas como a presença de seres humanos juntos na mesma sala criando empatia”.
Para o seu quarto álbum, “Requiem For Empathy” – que conta com colaborações de Sara Tavares, Selma Uamusse, Afonso Cabral, entre outros –, Moullinex criou um laboratório de experimentação, em conjunto com músicos, neurocientistas e psicólogos, para perceber como se pode medir essa empatia entre desconhecidos ou como pode um artista contribuir para isso. Moullinex dirige o seu laboratório sonoro olhando para o coração da pista de dança, oferecendo-nos, igualmente, espaços de refúgio para contemplação, mais digital e sintética mas não por isso menos musculada e emocional. Guiando-nos, canções e vozes que exploram os confins do universo pop, trazendo estrelas que uma bola-de-espelhos implícita largará pelo céu da Casa da Música, por esta altura transfigurada num vibrante planetário, acompanhadas por uma tradução visual, com vídeo em tempo real, das emoções que vão estar em palco.

PUB
bandodomar.pingodoce.pt/?utm_source=vivaporto&utm_medium=banner&utm_term=banner&utm_content=080321-bando&utm_campaign=lancamento

Viva! no Instagram. Siga-nos.