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Programa Porto Amigo prossegue a reabilitação em habitações

Programa Porto Amigo prossegue a reabilitação em habitações

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A Câmara do Porto inaugurou esta quarta-feira mais uma habitação, na zona de Campanhã, que mereceu obras de reabilitação ao abrigo do programa Porto Amigo. Para o próximo ano, estima-se que o número de casas a recuperar neste âmbito ultrapasse as duas dezenas.

O programa Porto Amigo tem como objetivo realizar obras de adaptação em habitações de pessoas com mais de 60 anos e em situação de comprovada carência económica que vivam no concelho do Porto, em habitação não municipal, por forma a melhorar as condições de habitabilidade e mobilidade dos residentes. Recentemente, o projeto passou a integrar também a realização de obras de adaptação em residências de pessoas que integrem no seu agregado familiar cidadãos com grau de incapacidade igual ou superior a 60 por cento.
O projeto, concretizado em parceria com a Fundação Manuel António da Mota (do grupo Mota Engil), a GAS Porto e a Associação Just a Change, tem intensificado, nos últimos meses, o número de obras concretizadas.
Para o presidente da Câmara, Rui Moreira, é precisamente este o ritmo que se impõe ao programa. Por isso, é com otimismo que Fernando Paulo, vereador da Habitação e da Ação Social, encara a renovação deste protocolo, que “tem como novidade o reforço dos recursos financeiros e voluntários”. Em 2018, acredita que o número de famílias beneficiadas possa situar-se entre as 50 e as 60 e, para tanto, conta com o envolvimento de toda a rede CLASP e das juntas de freguesia.
Rui Pedroto, da Fundação Manuel António da Mota, considera o balanço desta parceria francamente positivo. “Desde 2009, mais de 25 casas foram recuperadas”.
Filipe Almeida, dirigente da Comissão Diretiva da Estrutura de Missão Portugal Inovação Social, indicou ainda que a intervenção da plataforma para a prossecução do programa se materializa no financiamento da Just a Change em 70%, ao passo que a Fundação Manuel António da Mota garante os restantes 30%. Neste momento, a Just a Change tem, sob sua gestão, cerca de 110 mil euros por um período de três anos.
As obras de beneficiação esta quarta-feira inauguradas permitiram, além da melhoria nas condições da habitação, que passou a integrar uma casa de banho no interior, manter o morador no seu meio social, reforçando o sentimento de pertença ao território onde vive.
Mas este trabalho de reabilitação não vai ficar por aqui. Mais ações semelhantes estão já em curso noutros pontos da cidade, sendo que, de acordo com Simão Oom, diretor de operações da Just a Change, brevemente outra casa na zona das Condominhas, em Lordelo do Ouro, também estará concluída.

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