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Produção de energia renovável no Porto cresceu muito em 2025. Eis o motivo

Produção de energia renovável no Porto cresceu muito em 2025. Eis o motivo

A produção de eletricidade a partir de fontes renováveis no Porto atingiu em 2025 o valor mais elevado de sempre nas infraestruturas municipais. No total, foram gerados 2,94 GWh, o que representa um aumento de 37% em comparação com o ano anterior.

O motivo que levou a este crescimento está associado à estratégia seguida pela Águas e Energia do Porto, que tem vindo a apostar na instalação de sistemas solares para autoconsumo e na criação de soluções coletivas de produção energética.

Grande parte deste avanço resulta do reforço das chamadas Unidades de Produção para Autoconsumo (UPAC) em edifícios e equipamentos municipais. Durante 2025, a potência instalada aumentou em 512 kWp, elevando a capacidade total para 2,5 MWp, uma subida de 26% face ao ano anterior.

No final do ano estavam em funcionamento 57 destas unidades espalhadas por vários serviços e equipamentos da autarquia (via CM Porto).

A vice-presidente da Câmara Municipal do Porto destaca que os resultados refletem a estratégia energética definida pelo município, assente no reforço da produção renovável instalada, na diversificação das soluções de autoconsumo e na implementação gradual de modelos coletivos de produção de energia.

Segundo Catarina Araújo, “os resultados alcançados confirmam a estratégia energética municipal, baseada no aumento da capacidade instalada de produção renovável, na diversificação de modelos de autoconsumo e na implementação progressiva de soluções coletivas”.

A responsável acrescenta ainda que “estes impactos mensuráveis na eficiência energética, na resiliência do sistema e na sustentabilidade urbana refletem o nosso caminho em direção a uma cidade mais preparada para responder aos desafios climáticos”.

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Novos projetos em preparação

A política municipal nesta área deverá continuar a crescer nos próximos anos. Entre os projetos em desenvolvimento está a expansão do modelo de autoconsumo coletivo para vários bairros de habitação social, nomeadamente Mouteira, Lordelo do Ouro, Francos e Fernão Magalhães. A medida pretende reforçar a dimensão social da transição energética.

Ao mesmo tempo, continua em curso a terceira edição do programa Porto Solar, que inclui a instalação de sistemas fotovoltaicos em equipamentos culturais e institucionais como o Teatro Municipal do Campo Alegre, o Batalha Centro de Cinema, o Campus Paulo Cunha e Silva e o Palácio dos Correios.

Já a quarta fase da iniciativa foi contratualizada em 2026 e prevê a instalação de novas UPAC em várias unidades de cuidados de saúde primários da cidade, incluindo Aníbal Cunha, Lordelo do Ouro, Arca d’Água, Novo Sentido/Cerco e Covelo/Faria Guimarães.

Contrato garante eletricidade renovável

Para além da produção própria, a empresa municipal também assegurou o fornecimento de eletricidade necessária para os restantes consumos através do mercado livre. Em dezembro de 2025 foi celebrado um contrato, na sequência de um concurso público internacional, para o fornecimento de cerca de 70 GWh de eletricidade proveniente exclusivamente de fontes renováveis, destinada a cerca de 2.900 pontos de consumo.

Este acordo envolve um agrupamento de nove entidades liderado pela Águas e Energia do Porto. Além do Município do Porto, participam também as empresas municipais Ágora, Porto Ambiente, GO Porto, Domus Social e Porto Vivo, bem como a STCP e a STCP Serviços.

Segundo a autarquia, esta abordagem conjunta permite reduzir custos através de economias de escala, garantir maior previsibilidade nos encargos energéticos e reforçar o compromisso coletivo com a descarbonização da atividade municipal.

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