O Porto deu esta sexta-feira, 6 de março, o pontapé de saída para o primeiro projeto “Build to Rent” em Portugal. O empreendimento Jardins do Oriente, que vai nascer em Campanhã, prevê a construção de 151 habitações, grande parte destinadas ao programa municipal de arrendamento acessível.
O momento simbólico de lançamento da primeira pedra contou com a presença do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e do CEO do Grupo Ageas Portugal, Luís Menezes, parceiro neste investimento.
Maioria das casas para arrendamento acessível
Do total de 151 habitações previstas, 124 serão destinadas ao programa de arrendamento acessível do Município do Porto durante um período de dez anos, com possibilidade de renovação. As restantes 27 habitações serão colocadas no mercado para comercialização.
As tipologias vão variar entre T0 e T3, com rendas mensais previstas entre 525 e 950 euros.
Segundo Pedro Duarte, o projeto demonstra que é possível enfrentar o problema da habitação através de soluções que combinam investimento privado e políticas públicas.
“O Porto mostra, assim, que é possível responder aos desafios da habitação com ambição e pensamento estratégico”, afirmou o autarca.

Investimento requalifica antiga zona industrial
O empreendimento será construído nos terrenos de uma antiga fábrica, numa área considerada prioritária para a regeneração urbana da zona oriental da cidade.
Pedro Duarte destacou a importância de valorizar Campanhã e atrair novos moradores para esta parte do Porto.
Para o presidente da autarquia, esta zona da cidade deve afirmar-se como um espaço habitado por diferentes gerações e classes sociais, incluindo famílias jovens e classe média.
Estratégia municipal para aumentar a oferta de casas
O projeto integra uma estratégia mais ampla da autarquia para reforçar significativamente a oferta de habitação acessível no Porto.
Entre os objetivos do município está quadruplicar a oferta de habitação acessível até 2029.
Nesse âmbito, a Porto Vivo SRU prevê colocar no mercado quase 400 fogos em regime de arrendamento acessível, com apoio do Plano de Recuperação e Resiliência.
Outras intervenções previstas incluem projetos habitacionais como Monte Pedral e Monte da Bela.
Conclusão prevista para 2027
Para o CEO da Ageas Portugal, Luís Menezes, este empreendimento representa um exemplo inovador no país, demonstrando que o setor segurador pode desempenhar um papel relevante no investimento em habitação.
Segundo o responsável, o projeto foi desenvolvido com uma forte preocupação ambiental e pretende contribuir para aumentar a oferta de casas para arrendamento.
Os trabalhos preparatórios já estão em curso e a conclusão da obra está prevista para o último trimestre de 2027. As candidaturas ao programa de arrendamento acessível deverão abrir alguns meses antes da finalização do empreendimento.