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Presidente de Santo Tirso diz que contas de 2016 refletem “velocidade de cruzeiro”

Presidente de Santo Tirso diz que contas de 2016 refletem “velocidade de cruzeiro

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A Câmara de Santo Tirso atingiu uma taxa de execução de 87% em 2016, conforme consta no relatório de contas que é analisado esta quinta-feira em reunião camarária, tendo o presidente da autarquia descrito um cenário de “velocidade de cruzeiro”.

“As contas revelam uma continuidade da velocidade de cruzeiro na política financeira da Câmara iniciada em 2013. Conseguimos uma taxa de execução orçamental de 87%, taxa de execução da receita de 90% e diminuição dos prazos de pagamento”, disse Joaquim Couto em declarações à agência Lusa.
O autarca destacou, sobre este último aspeto, que em 2013 o prazo de pagamento rondava os 150 dias, enquanto em 2016 atingiu menos de 30 dias o que é, disse, “inferior à média nacional”.
Quanto à receita em 2016, o valor foi de 34,4 milhões de euros (em 2015 o valor era 37, milhões euros), enquanto a despesa estabeleceu-se nos 32,2 milhões de (2015 – 37,4 milhões de euros).
Isto significa, e conforme se lê no relatório de gestão, que em 2016 a receita diminuiu 7,3% e a despesa desceu mais acentuadamente, 14%.
Já a receita corrente cresceu 3,4% e a de capital diminui “essencialmente devido a menores transferências de comparticipações ao investimento recebidas”, explica o documento.
“No exercício anterior, liquidou-se mais despesa corrente e menos despesa de investimento, tendo-se registado uma notável poupança corrente de montante superior a cinco milhões de euros, correspondendo a 17%”, aponta o relatório.
Joaquim Couto também referiu que o valor alcançado de poupança corrente – valor da receita corrente que suplanta a despesa do mesmo tipo – permitiu ao município investir mais 5,2 milhões de euros, enquanto o serviço da dívida atingiu, em 2016, o montante de dois milhões de euros, o que corresponde a 6,1% da despesa total.
“Continuamos a diminuir o endividamento bancário e conseguimos amortizações de empréstimos em cerca de dois milhões de euros. A taxa de desemprego desceu e hoje está em menos de 10%, mercê da melhor economia local”, disse o presidente da autarquia.
O autarca lembrou que no ano passado, as contas relativas a 2015, “ainda refletiam investimentos graças a fundos comunitários” devido a projetos inscritos no ‘overbooking’ do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) 2007/2013, enquanto em 2016, disse Joaquim Couto, os fundos do Portugal 2020 “não funcionaram em pleno”.
“Mas através do orçamento municipal e através de empréstimos bancários continuamos a fazer investimento. Mesmo sem fundos, continuamos a investir em obras de praças, escolas, arruamentos, bem como na cultura e conseguimos manter um pacote de amortecedores sociais [políticas em áreas como educação, mobilidade e coesão social] que consomem cerca de 60% do orçamento municipal em cada ano”, concluiu Joaquim Couto.
Em três anos, Santo Tirso, distrito do Porto, reduziu o passivo de curto prazo em mais de 5,6 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 43,95%, revela por fim o relatório que depois de discutido e votado em sessão camarária vai a Assembleia Municipal no dia 28.

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