Está em cima da mesa a possibilidade da Praia de Matosinhos poder vir a ser encerrada. Quem dá o alerta é a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e tal acontece por causa dos altos índices de poluição, que geram riscos para a saúde pública (via RTP).
Note-se que a praia em questão, só na época balnear de 2025, esteve várias vezes desaconselhada a banhos, por causa da deteção de bactérias na água. Um dos problemas é também a forte presença de gaivotas, que continuou a verificar-se, mesmo com a introdução de duas águias, “contratadas” para as afugentar.
Como se pode ler na reportagem da RTP, os focos da bactéria e-coli são 4000 vezes superiores àquilo que é a média. O contacto com estas bactérias pode provocar diarreia, problemas na pele, ou até nos olhos e nos ouvidos.
“Não só recebem as ligações ilegais das infraestruturas das casas, das lojas, ao longo do percurso, que está totalmente canalizado, mas também daquilo que existe à superfície, nomeadamente nos jardins das ruas” – refere Adriano Bordalo e Sá, investigador do ICBAS.
Por isso, a APA não incluiu a Praia de Matosinhos na proposta da lista de águas balneares. A APA garantiu, contudo, que irá reunir com a autarquia de Matosinhos, para estudar as medidas a adotar, de forma a garantir a segurança pública da praia.
Sabe-se ainda que é a única praia em Portugal continental que corre o risco de perder o galardão de zona balnear. A consulta pública decorre até ao início de fevereiro e uma decisão será tomada até abril.
(Foto: via CM Matosinhos)