A Praça de Parada Leitão, onde se localiza a Universidade do Porto, já foi devolvida à cidade após anos de obras associadas à Metro do Porto.
Desde 2021, o espaço esteve ocupado por um estaleiro para a construção de um Poço de Emergência e Ventilação (PEV) da Linha Rosa (G). Concluída essa fase, a praça foi requalificada e reaberta ao público, permitindo o regresso à normalidade num dos pontos mais emblemáticos da Baixa.
Com a reabertura, voltam também a ganhar fôlego os espaços comerciais da zona, incluindo o histórico Café Piolho, muito procurado por estudantes e visitantes.
Obra subterrânea de grande escala
O poço construído atinge cerca de 36 metros de profundidade e sete metros de diâmetro, situando-se aproximadamente a meio do traçado entre São Bento e o Hospital de Santo António.
A intervenção implicou a remoção de cerca de 509 mil metros cúbicos de terra e a utilização de 270 mil metros cúbicos de betão projetado. A ligação ao túnel do metro é feita através de uma galeria com cerca de seis metros.
Mais espaços serão libertados até junho
A empreitada da Linha Rosa continua noutras frentes, mas a previsão é que até ao final de junho todos os espaços públicos atualmente ocupados por estaleiros sejam desobstruídos, incluindo zonas como o Jardim do Carregal, Miguel Bombarda, Galiza, São Bento e Praça da Liberdade.
Nova linha com quatro estações
A Linha Rosa vai acrescentar cerca de três quilómetros à rede do Metro do Porto e inclui quatro novas estações: São Bento (II), Hospital de Santo António, Galiza e Casa da Música (II).
O investimento total é de 422,9 milhões de euros, financiado pelo programa Sustentável 2030, pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.
Com a devolução progressiva dos espaços à superfície, a cidade começa a recuperar ritmo, enquanto a nova linha avança debaixo dos pés dos portuenses.