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PR quer TAP a “cumprir missão em prol do turismo nacional e do Porto”

PR quer TAP a “cumprir missão em prol do turismo nacional e do Porto”

A TAP “foi muito atingida” pela pandemia e pela crise que esta originou, mas o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, espera que a companhia de bandeira nacional, e outros operadores aéreos, consigam ultrapassar as dificuldades causadas pela pandemia de Covid-19 para cumprir uma missão para o turismo nacional e para o turismo do Porto.

“Eu espero é que se ultrapasse essa fase porque faz muita falta, faz muita falta que quer esse operador, quer outros operadores aéreos possam cumprir uma missão para o turismo português e para o turismo do Porto”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, segundo a agência Lusa, à margem de uma visita ao Porto, quando questionado pelos jornalistas sobre o plano de retoma da TAP.

A TAP “foi muito atingida” pela pandemia e pela crise que esta originou, considera o chefe de Estado, sendo o movimento nos aeroportos nacionais um exemplo disso.

“É evidente que quanto há uma epidemia desta natureza e uma crise deste alcance, a operadora aérea nacional por excelência foi atingida, foi muito atingida, basta olhar para o panorama dos aeroportos, a começar no aeroporto Humberto Delgado [Lisboa], e ver os aviões parados às dezenas”, afirmou, acrescentando que “isso coincidiu com um processo, que ele próprio foi um processo lento, um processo de restruturação que está em curso e que tem um preço, esse preço é global e depois há preços específicos”.

De recordar que na segunda-feira, o Jornal de Notícias avançou que o Porto “volta a ficar de fora dos planos de retoma da TAP”.

“A TAP vai repor vários voos para a Europa, África, Brasil e Estados Unidos já em outubro. E anunciou a intenção de criar, no verão de 2021, seis novas rotas para destinos turísticos. Tudo com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, deixando, uma vez mais, o Porto – que terá apenas uma nova rota, com início em dezembro, para a ilha do Sal, em Cabo Verde – fora do plano de recuperação da companhia”, escrevia o jornal.

No mesmo dia, a transportadora aérea enviou à Lusa um esclarecimento dando conta de que a empresa “não anunciou ainda o total da sua operação para o verão 2021” e que “acompanha em permanência a evolução dinâmica da pandemia e os seus impactos operacionais e a lista de rotas e voos disponível em sistema de reservas será ajustada sempre que as circunstâncias o exijam”.

A empresa referiu que, para “o período entre outubro 2020 e março 2021, anunciou apenas duas novas rotas”, sendo “uma com partida de Lisboa e outra do Porto (Lisboa-Maceió e Porto-Sal)”.

Também na segunda-feira Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração da TAP, assegurou que o plano de reestruturação não vai esquecer o Norte do país, que considera ser uma das zonas mais empreendedoras e exportadoras.

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