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Portugueses são os que mais fazem planos para constituir família

Portugueses são os que mais fazem planos para constituir família

A maioria das gerações mais jovens europeias, como os millennials ou a geração Z, quer constituir família, mas é em Portugal que o desejo de ter filhos se manifesta de forma mais intensa, revela um estudo divulgado, esta segunda-feira.

De acordo com os dados da segunda fase do inquérito Merck, «Sustentável ou nada. O futuro que os millennials e a geração Z da Europa querem», 72% das gerações mais jovens europeias pretende ter uma família, um valor que em Portugal atinge os 82%.

O estudo, realizado em 10 países europeus no âmbito das comemorações do ano Europeu da Juventude e que contou com a participação de mais de 6.100 jovens, indica que, em Portugal, 49% dos millennials (entre 25 e 35 anos) querem ter filhos no prazo de três anos.

Os jovens portugueses voltam, também, a destacar-se, no conjunto de todos os europeus, como os mais recetivos à realização de tratamentos de fertilidade caso exista dificuldade em conceber naturalmente: oito em cada 10 inquiridos não hesitariam em fazê-lo, um valor sete pontos percentuais mais alto do que os jovens europeus no seu conjunto.

Relativamente ao que estas gerações valorizam quando se trata de constituir família, o estudo adianta que em Portugal é a saúde física e emocional que vem em primeiro lugar para os millenials (98%), em segundo lugar, surge o facto de ter o parceiro certo e, em terceiro, a existência de um emprego “satisfatório e estável”.

Este estudo quis ainda saber se os jovens tinham alguém ao seu cuidado e 34% dos europeus a responderem de forma afirmativa. Em Portugal, a percentagem não vai além dos 26%, o que torna o país no segundo onde menos jovens são cuidadores informais. Já na Noruega este valor chega aos 51% e em França aos 43%.

Para aqueles que assumem a tarefa de cuidador informal, o inquérito diz que o mais importante para o desempenho dessa tarefa é a compreensão e a flexibilidade laboral (73%), um valor que volta a colocar os jovens portugueses à frente dos restantes europeus (59%). Estes destacam ainda a necessidade de apoio material/financeiro (58%) e de apoio psicológico (48%).

Apenas 21% dos jovens em Portugal têm filhos, menos 12 pontos percentuais do que os jovens europeus no seu conjunto, sendo que por geração, quase 30% dos millennials portugueses têm filhos.

O estudo afirma ainda que se ao nível da saúde física 55% dos inquiridos portugueses se consideram bem, no que diz respeito à saúde mental o cenário é um pouco diferente: menos de metade (48%) diz ter boa saúde emocional, valor que cai para 42% no caso da geração Z.

Neste inquérito participaram milhares de jovens entre os 18 e os 35 anos de Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Áustria, Polónia, Hungria, Noruega, e Reino Unido.

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