Revista Sabe Bem PD - julho/agosto

Portugal está já a viver do crédito ambiental

Portugal está já a viver do crédito ambiental

A partir desta quinta-feira, Portugal começa a gastar recursos que só deveriam ser utilizados no início do próximo ano. Segundo a Global Footprint Network (GFN), o país está a consumir a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduo, deixando assim, uma pegada ecológica pesada.  

Segundo a associação ambientalista ZERO, que anualmente divulga estes dados em parceria com a GFN, “se cada pessoa no Planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria mais de 2 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos. Tal implicaria que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotar-se-ia no dia 13 de maio, treze dias mais cedo do que em 2020, cuja data foi a 25 de maio”.

Nestes cálculos são usados dados de vários anos, pelo que não espelha os efeitos da situação pandémica, na pegada ecológica, vivida no ultimo ano. A Pegada Ecológica mede o uso de terra cultivada, florestas, pastagens e áreas de pesca para o fornecimento de recursos e absorção de resíduos.

O consumo de alimentos representa 32% da pegada ecológica do país e os transportes 18%, sendo nestes dois pontos que, segundo a associação ambientalista, o país tem de se empenhar em melhorar, apostando “numa agricultura de múltiplos outputs e promotora da soberania alimentar” e aproveitar o potencial de redução de deslocações e viagens através do teletrabalho e da realização de eventos habitualmente presenciais”.

Para a associação ZERO, Portugal “tem uma oportunidade única de aproveitar o Programa de Recuperação e Resiliência, a par com fundos de apoio europeus, para implementar transformações que possam contribuir para que possamos viver com bem-estar, respeitando os limites do planeta”.

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