Os mais de 700 cafés e restaurantes da cidade do Porto vendem diariamente pelo menos 35 mil francesinhas.
Contas feitas, no Porto, por mês, são degustadas cerca de um milhão daquelas sanduíches especiais.
Se o preço médio de uma francesinha for de oito euros, isto significa que o negócio pode movimentar diariamente 280 mil euros na microeconomia regional e mais de oito milhões de euros por mês.
Segundo indica a agência Lusa, os mais entusiasmados em provar a iguaria portuense são os turistas.
Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que no Porto há 724 cafés e 38 restaurantes típicos, para além dos “551 restaurantes tipo tradicional” e das “199 pastelarias e casas de chá” e, segundo o presidente da Associação de Comerciantes do Porto, Joel Azevedo, a maioria tem no cardápio francesinhas.
Segundo o chef Hélio Loureiro, a francesinha do Porto nasceu em 1952 pela mão do jovem Daniel David da Silva, que foi trabalhar para o restaurante A Regaleira, na Baixa do Porto, depois de ter estado a trabalhar com o seu tio em Paris, que era chefe no Hotel Bernard, nos Campos Elísios.
O jovem recria na Regaleira o ‘croque monsieur’, onde lhe adiciona a “salsicha fresca, lombo de porco assado, fiambre e, tal como na receita francesa, o queijo por cima derretendo aquele pão de carcaça, que no Porto se chama de molete em homenagem ao intendente Mulet”, descreve o chefe de cozinha.
De referir que a francesinha do Porto está entre as dez melhores sanduíches do mundo.