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Porto recebe festival gratuito que junta arte, ciência, comida e ativismo climático em Serralves

Porto recebe festival gratuito que junta arte, ciência, comida e ativismo climático em Serralves

Instalações, cinema, masterclasses, workshops e conversas para todas as idades entre 25 e 28 de setembro. Entrada livre no fim de semana.

O BOIL – Climate Festival está de volta ao Parque de Serralves, no Porto, com uma edição ainda mais ambiciosa, onde arte e ciência se cruzam para refletir sobre a crise climática e promover mudanças concretas no dia a dia. O festival decorre de 25 a 28 de setembro e tem entrada livre nos dias 27 e 28 (sábado e domingo).

Com uma programação que junta mais de 50 artistas, cientistas e oradores nacionais e internacionais, o BOIL propõe um olhar multidisciplinar e inovador sobre os desafios ambientais, através de cinema, talks, masterclasses, instalações, percursos sonoros, oficinas e jogos interativos.

Ciência e criatividade de mãos dadas

A programação arranca no dia 25 com uma masterclass sobre desinformação climática, liderada por António Ferrari (ONU), Tiago Lagoa (podcast Consultório Ambiental) e Graça Fonseca (embaixadora do festival). Nos dias seguintes, os temas multiplicam-se em formatos diversos, sempre com foco na urgência ambiental, mas sem recorrer ao alarmismo.

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O festival traz filmes sobre ativismo e biodiversidade, workshops de arte botânica e ilustração, instalações que integram inteligência artificial e resíduos transformados, talks provocadoras sobre alimentação e até um jogo para organizar o frigorífico e combater o desperdício alimentar.

Destaques imperdíveis

  • Cinema climático no auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira com curtas de animação e documentários sobre resistência, biodiversidade e futuro ambiental.
  • Cozinha Viva, com demonstrações culinárias sustentáveis conduzidas por chefs e ativistas, servidas com ingredientes biológicos, locais e reaproveitados.
  • Workshops criativos como o tatakizome (impressão botânica japonesa), fanzines colaborativas, arte com carvão de áreas ardidas ou leitura de rótulos alimentares.
  • Talks e debates abertos sobre dilemas ambientais, alimentação sustentável, dietas e ativismo climático com vozes improváveis que cruzam humor, ciência e cultura.
  • Instalações artísticas por nomes como Wasted Rita, Instytut B61, Mariana Malhão ou Renato Cruz Santos, que transformam Serralves num laboratório sensorial e reflexivo.
  • AudioWalk de Joana Gama pelo Treetop Walk, que convida a escutar o silêncio e o som das folhas em intimidade com a natureza.

Festival com impacto mínimo e visão regenerativa

O BOIL assume-se como um “organismo cultural vivo”, que respeita o ecossistema do Parque de Serralves e que não termina nos quatro dias de evento: algumas das obras serão depois expostas em Centros de Ciência Viva pelo país, alargando a discussão e a experiência a novas comunidades.

Sob o lema “a Terra está a aquecer, mas ainda podemos meter água na fervura”, o BOIL quer provocar sem assustar, inspirar sem simplificar. É um festival que mistura urgência com criatividade, promovendo literacia ambiental, participação comunitária e ações reais para um futuro mais habitável.

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