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Porto quer comprar parte da casa de Almeida Garrett: eis os valores

Porto quer comprar parte da casa de Almeida Garrett: eis os valores

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta segunda-feira, dia 29 de setembro, a aquisição de uma parte da casa onde nasceu Almeida Garrett, no Centro Histórico da cidade. A decisão representa um investimento de um milhão de euros, que seguirá para discussão em Assembleia Municipal.

O imóvel, onde nasceu a 4 de fevereiro de 1799 João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, é descrito na proposta como “o mais relevante testemunho urbanístico nacional da passagem” do escritor pela cidade (via CM Porto).

É destacado ainda como “um marco da história e identidade portuense e portuguesa, sendo o local ideal para a criação de um espaço museológico de valorização da sua vasta obra literária, bem como do Liberalismo e Romantismo portugueses, dos quais também é seu representante”.

O proprietário tinha um pedido de licenciamento em curso para obras de alteração e ampliação, que resultariam em 11 fogos e duas unidades de comércio e serviços, mas aceitou vender ao município uma das frações. 

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A parte adquirida corresponde a três pisos e a uma área bruta de 364 m2, onde será criado “um núcleo de homenagem à figura de Almeida Garrett aberto ao público”. 

Na proposta lê-se ainda que se trata de “um local carregado de simbolismo, por estar ligado ao nascimento de uma figura icónica da cidade do Porto e da cultura portuguesa, último bastião do representante do Porto às cortes nacionais e sobre o qual muito se escreveu e desenhou, aquando da sua identificação como local de nascimento da referida figura”. 

No final da reunião, o presidente da Câmara, Rui Moreira, recordou que “aquele edifício está classificado, está protegido, faz parte do Património Mundial da Humanidade”, pela zona em que se insere. 

Por isso, “qualquer intervenção ali está sujeita à tutela do Ministério da Cultura”. Sobre o valor pago, esclareceu ainda que “a avaliação que pedimos considerou que um milhão de euros era o máximo a que podíamos ir”.

Fotografia: Filipa Brito
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