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Porto Femme leva cinema gratuito e histórias intensas à Casa Comum

Porto Femme leva cinema gratuito e histórias intensas à Casa Comum

O Porto Femme – Festival Internacional de Cinema regressa à Casa Comum, entre 20 e 23 de abril, com um programa de entrada livre centrado em histórias de resistência, desigualdade e afirmação.

Depois das sessões de “aquecimento”, o festival volta a apostar num conjunto de filmes realizados por mulheres e pessoas não-binárias, abordando temas como o trabalho, os direitos, a inclusão e os desafios sociais em diferentes contextos culturais.

Logo no dia 20 de abril, o destaque vai para “Fatma 75”, um ensaio feminista que revisita a história das mulheres na Tunísia, cruzando ficção e documentário para expor desigualdades e formas de resistência. A sessão inclui ainda a apresentação de um livro dedicado ao património cinematográfico feminino e a exibição da curta experimental “Braille’s Alphabet”, centrada na acessibilidade e comunicação.

Filmes abordam desigualdades, direitos e histórias reais de resistência

No dia 21, a programação entra na competição internacional de documentário, com obras que exploram temas como o acesso ao aborto, inclusão de pessoas surdas, identidade queer e ativismo laboral.

Entre os destaques está “The Silence of Pomegranates”, que acompanha uma mulher no sul de Itália na denúncia de obstáculos ao aborto, e “Flying Hands”, sobre a criação de uma escola inclusiva no Paquistão. Já “The Strike” centra-se na resistência coletiva em contextos de trabalho precário.

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A 22 de abril, o festival traz uma das sessões mais marcantes, com “The Day Iceland Stood Still”, que recorda o dia em que 90% das mulheres islandesas pararam, em 1975, num gesto histórico que impulsionou a luta pela igualdade de género.

Nesse mesmo dia, serão ainda exibidos filmes que abordam saúde, infância, precariedade laboral e igualdade, incluindo histórias vindas do Burkina Faso e do Quirguizistão.

O programa encerra a 23 de abril com documentários como “Bad Reputation”, sobre a luta de uma trabalhadora do sexo no Uruguai pelos seus direitos, e “Naima”, que acompanha o percurso de uma migrante venezuelana na Suíça.

O Porto Femme decorre em vários espaços da cidade, como o Batalha Centro de Cinema ou os Maus Hábitos, reforçando a sua missão de dar visibilidade a vozes e narrativas muitas vezes afastadas do circuito comercial, através de um cinema comprometido com questões sociais e políticas. Pode ver o programa completo aqui.

Fotografia: UP
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