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População de Gondomar preocupada com resíduos tóxicos

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O presidente da Junta de São Pedro da Cova, em Gondomar, disse esta quinta-feira que a população está “alarmada” face ao “atraso” na remoção definitiva dos resíduos perigosos e avançou que vai “exigir respostas” do Governo e da Presidência da República.

“Ainda hoje seguirão novas cartas para o Ministério do Ambiente e para o senhor Presidente da República. É urgente uma resposta à população de São Pedro da Cova. É urgente a calendarização do processo e a concretização da remoção definitiva. Este é um problema para o qual a população de São Pedro da Cova em nada contribuiu”, disse o presidente da União de Freguesias de Fânzeres/São Pedro da Cova, Daniel Vieira.
O autarca referiu que foi com “surpresa e muita preocupação” que soube das declarações do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que em resposta a deputados das comissões de Orçamento e Finanças, Ambiente e Economia da Assembleia da República, admitiu não ter uma solução para o problema.
“Não tenho encontrada uma forma de financiar uma intervenção, caso tenha a dimensão da anterior”, disse João Pedro Matos Fernandes, citado no Jornal de Notícias, referindo-se ao facto da Comissão Europeia não autorizar que a operação seja feita com verbas do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR).
Em causa está uma situação que remonta a 2001/2002 quando milhares de toneladas de resíduos industriais provenientes da Siderurgia Nacional foram depositados em São Pedro da Cova.
Entre outubro de 2014 e maio de 2015 foi realizada uma primeira remoção, num investimento superior a 13 milhões de euros, 85% provenientes de fundos europeus, não tendo sido avançada data para a continuação dos trabalhos.
Em abril do ano passado, após uma reunião que decorreu na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) foi confirmado que existem mais resíduos, pelo que se teria de avançar com uma “segunda fase de remoção”.
Ao longo dos anos foi avançado que existiriam 88.000 toneladas de resíduos, mas o caderno de encargos do concurso público feito com vista à primeira remoção alude a 105.600 toneladas, sendo que em outubro, a CCDR-N anunciou em comunicado que vai dar início “este ano” ao processo para “apuramento exato” da quantidade de resíduos.
O presidente da Junta frisou que a população é “completamente alheia a esta situação e que nada fez para conviver com um crime ambiental”, pelo que, avançou, “rapidamente se mobilizará em ações de protesto”.

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