O plano estratégico do Porto de Leixões para o período 2025-2035 prevê a criação de uma nova marina no extradorso do molhe sul, do lado da praia de Matosinhos, substituindo a atual infraestrutura de recreio existente no porto.
De acordo com o documento estratégico, a mudança está associada ao projeto do novo terminal de contentores norte, atualmente em fase de avaliação ambiental. A construção deste terminal implicará a eliminação da atual marina de Leixões, sendo prevista a criação de um novo porto de recreio no exterior do molhe sul ou, em alternativa, soluções complementares no rio Douro.
Capacidade para cerca de 400 embarcações
Segundo o plano, o prolongamento do molhe norte, atualmente em curso, poderá permitir criar uma área dedicada à náutica de recreio e aos desportos náuticos no lado exterior do molhe sul.
A nova infraestrutura poderá alcançar uma capacidade total próxima das 400 embarcações, reforçando o potencial turístico da zona e criando um novo polo de atratividade ligado ao mar.
O documento refere ainda a existência de uma área ainda não infraestruturada junto ao terminal de cruzeiros sul, onde poderá também nascer um porto de recreio com capacidade para cerca de 170 embarcações.
Atualmente, o porto dispõe de uma doca de recreio localizada junto ao enraizamento do quebra-mar norte, com capacidade para cerca de 250 embarcações.
Nova localização pretende melhorar segurança
Na apresentação do plano estratégico, realizada no final de janeiro, o presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, João Pedro Neves, defendeu que a atual marina não está bem posicionada dentro do porto.
Segundo o responsável, a convivência entre embarcações de recreio, navios comerciais, rebocadores, lanchas de pilotos e embarcações de pesca levanta questões de segurança, sobretudo para atividades como escolas de vela frequentadas por crianças.
O plano estratégico pretende, assim, reorganizar os espaços portuários e aproveitar melhor a área disponível.
Porto quer crescer sem pressionar a cidade
O responsável pela administração portuária explicou que a estratégia passa por expandir o porto sem aumentar significativamente a pressão sobre a cidade, tirando partido das áreas marítimas.
Nesse sentido, o plano prevê mais 20 hectares de expansão a norte e cerca de 10 hectares a sul, permitindo aumentar a capacidade do porto e reorganizar diferentes atividades, incluindo a náutica de recreio.
A proposta integra um conjunto de documentos estratégicos e estudos atualmente em discussão pública sobre o futuro desenvolvimento do Porto de Leixões.