“Há poemas, temas, momentos e canções que nos ultrapassam e se tornam marcos coletivos. São vivências de uma geração, símbolos de resistência na luta pela Democracia, a Liberdade, a Diferença e o Sonho. Padrões de alma inteira projetados no espaço e no tempo. Subsistem, perduram. Correram o país. São de todos nós”, começa por explicar Pedro Barroso em comunicado.
A experiência como pano de fundo do trabalho artístico é uma das marcas de Pedro Barroso. ”E quando – como me aconteceu – já estivemos no fundo mais fundo de tudo, há valores que redescobrimos bem maiores que a nossa finitude; superiores à fragilidade da vida. Coisas que fizemos um dia, mas se tornaram muito mais que nós”, remata o músico.
São, basicamente, “Cantos de Sempre”. “Há que nunca os esquecer”, pois “são referências que merecem ser compartilhadas”, conclui.
“Até ver, sobrevivi dura e dificilmente a essa dúvida de mim mesmo. Vivi o último breu e a sala ficou-me, de súbito, vazia, após tantas noites de música e palavras. Mas vai ser bom voltarmos agora a enchê-la, assim que subir o pano”, antecipa.