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Pedidos de ajuda à AMI aumentaram 55% depois do confinamento

Pedidos de ajuda à AMI aumentaram 55% depois do confinamento

Apesar da abertura da economia e do regresso ao trabalho, a AMI – Assistência Médica Internacional registou um aumento de 55 por cento no número de pedidos de ajuda, por parte de famílias em situação de pobreza.

Nos primeiros seis meses do ano, a AMI apoiou em média 114 novos casos de pobreza por mês, adiantou a instituição em comunicado, acrescentando que no mês de junho, já no período de desconfinamento, registou um aumento de 61% na procura dos serviços da AMI relativamente ao mesmo período em 2019.

“No primeiro semestre de 2020, a AMI apoiou em Portugal mais de 5.000 pessoas, das quais 51% homens e 49% mulheres, na sua maioria portugueses (83%), sem atividade profissional (64% das pessoas com mais de 16 anos) e com baixas habilitações literárias. A maior parte destas pessoas encontra-se em idade ativa, entre os 16 e os 65 anos (69%), seguido do grupo de menores de 16 anos (23%) e dos maiores de 65 anos (8%)”, resume a organização não-governamental.

De acordo com a AMI, “os serviços mais procurados foram a distribuição de géneros alimentares (68%), o apoio social (44%) e o roupeiro (29%). Foram servidas mais de 86.000 refeições nos refeitórios dos Centros Porta Amiga”.

Os pedidos de ajuda crescentes refletem, segundo a AMI, um “agravamento da pressão social” que “já se faz sentir” no contexto da pandemia de covid-19.

“Reflexo das dificuldades que já começaram a atingir muitas famílias portuguesas, o número de novos casos que recorreram à AMI aumentou 55% na fase de desconfinamento, tendo-se não só mantido mas complementado o apoio às pessoas acompanhadas nos equipamentos sociais da AMI”, refere a instituição.

Segundo o comunicado, no período de confinamento, “o número médio de refeições por utilizador aumentou fortemente, tendo passado de 37 refeições por pessoa no primeiro trimestre do ano para 60 refeições por pessoa”, e o apoio em géneros alimentares cresceu, neste período, 19% face ao período anterior, com 2.931 pessoas apoiadas, com respostas centradas em grupos vulneráveis como famílias monoparentais, idosos e população mais isolada.

“Por seu lado, o Serviço de Apoio Domiciliário registou, igualmente, um aumento significativo do número de refeições entregues aos beneficiários, num total de 4.586, um acréscimo de 46% em relação aos primeiros meses do ano”, conclui o comunicado.

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