O edifício designado como Palácio dos Correios, na praça General Humberto Delgado, no Porto, “não tem qualquer projeto aprovado para a construção de um hotel, comércio, serviços ou habitação. O imóvel, que pertencia a um fundo, foi totalmente adquirido pelo Município em finais de 2017, albergando, além do Gabinete do Munícipe, vários outros departamentos municipais. Não foi posto à venda, nem a autarquia tem intenção de tal”, refere o comunicado da Câmara do Porto, acrescentando ainda que “a classificação do solo zona inscrita no PDM não autoriza a construção de empreendimentos como os que têm sido descritos nas notícias”.
A Câmara do Porto refere que o projeto para um hotel que foi anunciado por um promotor privado para aquele imóvel está previsto para “um edifício contíguo mais a norte”, sendo que é a loja dos CTT que marca a delimitação dos prédios. Contudo, esse “prédio em causa não tem qualquer projeto aprovado para a construção de um hotel, comércio, serviços ou habitação”.
A autarquia confirma que o promotor apresentou um Pedido de Informação Prévia (PIP), “no condicional, caso a classificação do solo venha a ser alterada, no futuro”.
Neste momento, informa a câmara, “o promotor não possui qualquer autorização para proceder à construção que anuncia”.
De recordar que o diretor executivo da Habitat Invest, Luís Corrêa de Barros, que detém o imóvel privado, afirmou na quarta-feira à agência Lusa que pretende transformá-lo até finais de 2020 num empreendimento com hotel, apartamentos e lojas, num investimento até 50 milhões de euros.
O PIP daquele imóvel foi “aprovado” pela Câmara Municipal do Porto há menos de um ano e que o projeto de arquitetura deu entrada há cerca de três meses na autarquia, disse o responsável.
“Se tudo correr bem”, a obra, que inclui um hotel com 104 quartos, 70 apartamentos e seis lojas no rés do chão, deverá durar entre 18 a 24 meses, e estar terminada em “finais de 2020”, estimou Luís Corrêa de Barros.
A Habitat Invest e o Grupo Ferreira vão também construir a nova loja para os CTT na “esquina superior da Avenida dos Aliados com a Rua Estevão”, mas que só avançarão depois de ser aprovado o projeto do hotel, apartamentos e das lojas, adiantou ainda Luís Corrêa de Barros.