O ministro da Saúde, Paulo Macedo, sublinhou esta sexta-feira, na cidade do Porto, que estão previstas medidas “para aliviar os sacrifícios” dos profissionais de saúde. Segundo referiu, o Governo está a recrutar mais pessoal da área e pretende eliminar as reduções salariais. O governante falava na cerimónia de assinatura de protocolos entre a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e 30 instituições de saúde, com vista à melhoria da formação clínica dos estudantes de Medicina.
Durante o encontro, a diretora clínica do Centro Hospitalar do São João, Margarida Tavares, defendeu a necessidade de “travar o desinvestimento” no Serviço Nacional de Saúde e de “devolver as condições de trabalho” aos profissionais. Em reposta, Macedo assegurou que “estes quatro anos foram totalmente excecionais, anormais e atípicos”. “As pessoas tiveram de fazer sacrifícios, desde logo ao nível das remunerações. Penso que os portugueses reconheceram de forma unânime não só o sacrifício dos profissionais de saúde como a qualidade dos serviços que prestam”, frisou, acrescentando que existem, atualmente, “melhores indicadores genericamente em todas as áreas”. “Temos melhor esperança de vida do que há quatro anos, continuamos a manter uma das melhores taxas de mortalidade infantil do mundo. Temos uma melhor taxa de incidência de tuberculose do que tínhamos e uma melhor taxa de incidência de VIH”, enumerou.