Destinada a jovens artistas portugueses e estrangeiros até aos 35 anos, a distinção foi este sábado anunciada pelo presidente da Câmara, Rui Moreira, durante a homenagem feita na inauguração da exposição “P. – Uma Homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso”.
Rui Moreira, agora responsável pelo pelouro da cultura da autarquia, acompanhado por vários vereadores do seu executivo e pelo presidente da Fundação Millennium, lembrou que foram muitas as propostas para que, rapidamente, a Câmara homenageasse Paulo Cunha e Silva, mas que quis esperar: “Sentimos que uma homenagem ao Paulo teria de constituir um gesto de grande coerência, porque era um ato de uma enorme responsabilidade”, disse, acrescentando: “entendi que a homenagem que lhe prestaríamos teria que ser um projeto artístico, que acrescentasse, e teria de ser desenvolvido no tempo, no espaço e através do formato certos”.
Rui Moreira explicou ainda que a exposição “foi assim que idealizámos uma homenagem a partir de um ambiente e de um discurso que se ligasse ao Paulo e que não nos desligasse do Paulo. Ou seja, uma homenagem que conseguisse ser simultaneamente uma evocação da sua memória passada mas também do seu futuro.”
“Homenagear Paulo Cunha e Silva através de uma exposição significa comissariar um discurso sobre todo um universo mais fácil de vivenciar do que explicar. Significa revisitar impulsos cheios de luz e de graça; redescobrir lugares construídos com humor e velocidade; absorver um sistema munido de referências, pessoas e ligações”, disse Rui Moreira.