O futuro do Edifício Transparente volta a estar em destaque e traz mudanças significativas: em vez de ser totalmente demolido, como chegou a estar previsto, o imóvel vai sofrer apenas uma demolição parcial a partir de 2027.
A informação foi confirmada ao Jornal de Notícias pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado.
A solução passa por remover os pisos superiores da estrutura, mantendo apenas os níveis inferiores, alinhados com o viaduto junto à marginal.
A ideia é eliminar o impacto visual do edifício, frequentemente criticado por bloquear a ligação entre o Parque da Cidade do Porto e o mar, e reaproveitar a base como espaço de apoio de praia.
Projetado pelo arquiteto Manuel Solà-Morales no contexto da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, o edifício foi, desde o início, alvo de controvérsia, em parte por nunca ter tido uma função claramente definida.
A decisão de avançar com a demolição parcial surge no âmbito do Plano da Orla Costeira, cuja execução tem sido sucessivamente adiada ao longo dos anos.
Apesar da nova abordagem, a incerteza mantém-se para os negócios que ali operam. Restaurantes, cafés e escritórios convivem há anos com a possibilidade de encerramento ou mudança, o que tem dificultado o planeamento a médio e longo prazo.
Ainda assim, a autarquia do Porto defende esta solução intermédia, considerando que permite preservar alguma utilidade do espaço, ao mesmo tempo que resolve um dos principais problemas apontados ao edifício: a sua presença dominante na paisagem costeira.
(via Visit Porto)