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Parlamento quer remoção integral dos resíduos perigosos de São Pedro da Cova, Gondomar

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PCP, PSD, PS, CDS-PP, BE e PEV defenderam, esta quinta-feira no parlamento, a remoção integral e definitiva dos resíduos perigosos depositados em São Pedro da Cova, no concelho de Gondomar.

Estes seis partidos apresentaram projetos de resolução a exigir uma solução para os problemas ambientais em São Pedro da Cova, uma freguesia do distrito do Porto, onde foram depositadas milhares de toneladas de resíduos industriais provenientes da Siderurgia Nacional, caso que remonta a 2001/2002.
De acordo com a deputada comunista Diana Ferreira, o problema arrasta-se há mais de 14 anos com “graves prejuízos para a população”, considerando que se trata de um crime ambiental com consequências para a saúde pública.
O partido comunista salientou ser “urgente” remover a totalidade dos resíduos e fazer a requalificação ambiental e cultural de todo o espaço envolvente ao local onde foram depositados os resíduos perigosos, referindo ainda que é importante “o apuramento de todas as responsabilidades pelo crime ambiental”.
Já a deputada do PSD Germana Rocha afirmou que “apenas o anterior Governo PSD-CDS deu início à remoção dos resíduos”, acrescentando que o seu partido “sempre reagiu e atuou no sentido de avançar com a remoção”.
A deputada do PS Isabel Santos considerou que era “absolutamente inquestionável o impacto negativo que as áreas mineiras abandonadas têm nas populações”, propondo a requalificação ambiental de toda a área envolvente.
Já a deputada Cecília Meireles do CDS-PP afirmou que é necessário “saber se há dotação orçamental” para fazer a remoção dos resíduos e caso haja “avançar e em breve o problema será resolvido”.
Para o deputado bloquista Jorge Campos, este é “um problema que se arrasta há demasiado tempo”, assumindo “total disponibilidade para colaborar com os demais partidos para resolver a situação e, se for caso disso, apurar responsabilidades”.
A deputada do PEV Heloísa Apolónia considerou que “é fundamental que exista vontade política para resolver a situação”, pelo que deve ser feita a “remoção integral e não parcial dos resíduos perigosos depositados”, assim como a avaliação e a monitorização dos impactos decorrentes da deposição destes resíduos e a requalificação ambiental e paisagística do local.
Entre outubro de 2014 e maio de 2015 esteve em curso uma empreitada de remoção monitorizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, num investimento superior a 13 milhões de euros, 85% provenientes de fundos europeus. Em abril do ano passado foi confirmada a existência de mais resíduos para além dos calculados, pelo que se teria de avançar com uma “segunda fase de remoção”.

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