PUB
Viva-Porto

Paripesa Portugal, como chegámos ao mercado de apostas regulado de hoje

Paripesa Portugal, como chegámos ao mercado de apostas regulado de hoje

Durante décadas, apostar em Portugal significava basicamente uma coisa, o Totobola ou o Totoloto da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Não havia alternativa legal, e essa realidade só começou a mudar de forma estrutural em 2015, quando o Estado decidiu regular em vez de continuar a tentar ignorar um mercado que já existia, apenas fora do seu controlo.

Quem se regista hoje na Paripesa Portugal ou em qualquer outra plataforma disponível no país entra num mercado com um enquadramento legal relativamente recente, moldado por essa transição. Vale conhecer essa história para perceber porque é que hoje existe uma lista oficial de operadores licenciados, e porque é que consultá-la antes de apostar continua a ser um hábito que compensa.

Contents

  • Décadas sob o monopólio da Santa Casa
  • A pressão do mercado informal que acabou por forçar a mudança
  • O Decreto-Lei 66/2015 e o fim do monopólio online
  • Como funciona o licenciamento hoje
  • Linha do tempo simplificada
  • Como confirmar se um operador está licenciado
  • Jogo responsável, uma parte central de todo este enquadramento
  • Conclusão
  • FAQ

Décadas sob o monopólio da Santa Casa

Antes de 2015, a exploração de jogos e apostas em Portugal esteve confinada, na prática, aos produtos geridos pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. O Totobola, criado para apostas em resultados de futebol, e o Totoloto, o sorteio de números, eram durante décadas as únicas formas legais de apostar dinheiro em Portugal fora dos casinos físicos, esses também sujeitos a um regime de concessão à parte.

Este historial de restrição remonta mais atrás do que a maioria imagina. O Código Civil de 1867 já não reconhecia o contrato de jogo como forma legítima de adquirir bens, e o Código Penal de 1886 chegou a criminalizar a exploração de jogo e a própria profissão de jogador. Só em 1927, com um decreto que pôs fim a essa tradição secular de proibição, o Estado começou a admitir formas controladas de jogo, sempre sob monopólio público.

A pressão do mercado informal que acabou por forçar a mudança

Com a expansão da internet a partir dos anos 2000, casas de apostas internacionais como a Bet365 ou a Bwin passaram a estar acessíveis a qualquer português com ligação à rede, operando numa zona cinzenta sem licença nem supervisão local. Não havia proteção legal para quem apostava nessas plataformas, nem qualquer receita fiscal a reverter para o Estado português, apesar de o volume de dinheiro apostado por portugueses nessas casas continuar a crescer ano após ano.

Esta situação criou uma pressão crescente durante anos, entre a realidade de milhares de portugueses já a apostar online sem qualquer enquadramento, e a ausência de um modelo legal que permitisse ao Estado regular essa atividade e cobrar impostos sobre ela. Quanto mais tempo passava, mais evidente se tornava que a proibição de facto já não correspondia ao comportamento real da população.

O Decreto-Lei 66/2015 e o fim do monopólio online

A resposta chegou a 29 de abril de 2015, com o Decreto-Lei n.º 66/2015, que aprovou o Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online, conhecido pela sigla RJO. Este diploma pôs fim ao monopólio da Santa Casa no segmento online e abriu o mercado a operadores privados, desde que devidamente licenciados.

Na prática, a atividade de apostas online chegou a ser temporariamente suspensa nesse período de transição, até a nova legislação entrar plenamente em vigor. A Betclic foi a primeira operadora a obter licença, em maio de 2016, e outras seguiram-se nos anos seguintes.

Como funciona o licenciamento hoje

O SRIJ, Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, opera sob a alçada do Turismo de Portugal e é a entidade responsável por atribuir e fiscalizar as licenças de jogo online no país. O regime divide as licenças em três categorias distintas: apostas desportivas à cota, jogos de fortuna ou azar, que inclui o casino online, e uma licença específica para bingo.

Um operador que queira oferecer apostas desportivas e casino precisa de duas licenças separadas, cada uma com processo e custos próprios, incluindo um depósito obrigatório significativo por categoria. Uma parte das receitas geradas por este mercado regulado é também destinada a projetos de responsabilidade social, incluindo programas de prevenção e tratamento da dependência do jogo.

Linha do tempo simplificada

PeríodoO que aconteceu
Até 1927Proibição legal do jogo, herdada dos códigos civil e penal do século XIX
1927 até 2015Jogo permitido apenas sob monopólio estatal, Totobola e Totoloto da Santa Casa
Antes de 2015Casas internacionais acessíveis online, sem licença nem supervisão local
Abril de 2015Decreto-Lei 66/2015 aprova o RJO e cria o enquadramento legal actual
Maio de 2016Primeira licença online emitida, à Betclic
HojeMercado com várias dezenas de licenças activas, supervisionado pelo SRIJ

Como confirmar se um operador está licenciado

Vale sempre confirmar, seja a jogar na Paripesa Portugal, seja em qualquer outro operador disponível no mercado, se a plataforma consta da lista pública do SRIJ. Esta verificação demora menos de um minuto e é a única forma fiável de confirmar que um operador cumpre o enquadramento legal português:

  • Aceder ao site do SRIJ e consultar a lista de operadores licenciados, actualizada periodicamente
  • Confirmar que o nome exacto do operador, não apenas uma marca semelhante, aparece nessa lista
  • Verificar se a licença cobre o tipo específico de jogo que se pretende praticar, apostas desportivas ou casino

Uma licença emitida noutra jurisdição, fora de Portugal, não substitui nem equivale a esta autorização local, e essa distinção é importante para quem quer ter a certeza de estar a jogar dentro do enquadramento legal português.

Jogo responsável, uma parte central de todo este enquadramento

A criação do regime regulado em 2015 não teve como único objectivo abrir o mercado a operadores privados. O RJO exige explicitamente que os operadores licenciados promovam práticas de jogo responsável, incluindo limites de depósito configuráveis pelo próprio utilizador, mecanismos de autoexclusão, e contribuição de parte das receitas para programas de prevenção da dependência do jogo.

Quem sentir que o jogo deixou de ser uma forma de entretenimento controlado deve procurar apoio junto de um profissional de saúde ou de uma linha especializada em jogo responsável, independentemente da plataforma utilizada.

Conclusão

O mercado de apostas em Portugal passou de décadas de monopólio estatal para um sistema licenciado e supervisionado em pouco mais de uma década, um percurso relativamente rápido quando comparado com outros países europeus. Esse historial explica porque existe hoje uma lista pública de operadores licenciados, e porque vale a pena consultá-la antes de se registar em qualquer plataforma, seja a Paripesa Portugal ou outra, confirmando sempre o estatuto legal do operador escolhido em vez de assumi-lo.

FAQ

O que é o SRIJ?

O SRIJ, Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, é a entidade portuguesa responsável por licenciar, regular e fiscalizar as atividades de jogo online no país, operando sob a alçada do Turismo de Portugal desde a entrada em vigor do Decreto-Lei 66/2015.

Uma licença de outro país é suficiente para operar legalmente em Portugal?

Não, uma licença emitida por outra jurisdição não substitui nem equivale à autorização legal exigida para operar no mercado português. Um operador precisa de licença específica atribuída pelo SRIJ para oferecer legalmente apostas desportivas ou jogos de casino online a residentes em Portugal.

Desde quando é que as apostas online são legais em Portugal?

As apostas online tornaram-se legais em Portugal com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 66/2015, aprovado a 29 de abril desse ano, que acabou com o monopólio da Santa Casa no segmento online. A primeira licença ao abrigo deste novo regime foi emitida em maio de 2016.

PUB
Pingo Doce até 2/3