Em causa está o edifício de que a Câmara tomou posse administrativa em 9 de agosto, na sequência de uma vistoria de urgência ao local após sucessivas derrocadas parciais na fachada e interior do edifício terem ameaçado a segurança de pessoas e bens nas imediações.
Já nessa altura o presidente da autarquia, Salvador Malheiro, revelou que o executivo se predispusera a adquirir a propriedade, mas admitira dificuldades de negociação motivadas pelo facto de o capital do imóvel estar “pulverizado por uma série de donos diferentes, cada um com 1%, 2% ou 5%” do cineteatro.
A medida foi aprovada por unanimidade de PSD e PS na reunião do executivo municipal e, segundo Salvador Malheiro, permitirá agora “adquirir o edifício que esteve fechado e abandonado mais de 10 anos e trabalhar numa solução de futuro para este espaço nobre da cidade”.
No acordo hoje estabelecido, a ECO – Empresa Cineteatro de Ovar aceitou vender o espaço por 375 mil euros, “na condição da proibição de venda a privados”.
O acordo também prevê que a empresa fique isenta de quaisquer despesas decorrentes das obras de demolição efetuadas pela autarquia, para o que a escritura de alienação do imóvel terá que ser celebrada até 31 de dezembro deste ano.
Salvador Malheiro nota que ainda terá que aguardar pela aprovação do Tribunal de Contas antes de formalizar o negócio, mas já tem planos para o local. “O Cineteatro de Ovar ocupa uma zona nobre da cidade, incluindo-se no Parque Urbano e na zona de proteção das Capelas dos Passos, e a autarquia pretende requalificar esta área de acordo com a estratégia de regeneração e requalificação urbana já em curso no âmbito do PEDU – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano”, antecipa.