Com efeito, as mudanças na Orquestra Jazz de Matosinhos são múltiplas: a mudança para um espaço próprio, inserido no edifício reabilitado da Real Vinícola; o serviço educativo que a OJM desenvolve; e a ligação entre a arte e a tecnologia, com o acolhimento, de 25 a 28 de junho, da conferência ‘Computer Music Multidisciplinary Research’, em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o INESC-TEC.
A 30 de janeiro, o grupo assinala 20 anos com uma festa na Real Vinícola. A “celebração” evoca o primeiro concerto, no Héritage Café, em Matosinhos, ainda como Héritage Big Band, antes de assumir o nome atual em 1998 depois de um protocolo com a autarquia local.
“A orquestra começou quase como um grupo de garagem”, contou Pedro Guedes, um dos grandes nomes da OJM, que no entanto revelou que o objetivo “foi sempre criar uma orquestra de jazz de nível internacional”.
“Muita gente achava, incluindo nós, que se calhar no ano seguinte íamos acabar. Nos primeiros anos foi muito difícil, para manter ensaios semanais, com dificuldades em convencer as pessoas a vir a troco de nada. Fazermos 20 anos é em si uma grande vitória, pelo que crescemos e evoluímos. O nosso currículo fala por si só”, comentou Carlos Azevedo, outro elemento fundamental, juntamente com Pedro Guedes na direção da Orquestra Jazz de Matosinhos.
O caminho segue, embora não haja ainda nomes confirmados para lá do reencontro com Sérgio Godinho, a 17 de junho no Teatro São Luiz, em Lisboa, e um concerto com cantora norte-americana Rebecca Martin, a 30 de novembro, na Casa da Música, no mês em que o grupo vai tocar pelo quarto ano consecutivo no Festival Internacional de Jazz de Barcelona.