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Orçamento do Porto vai subir para os 267,4 milhões de euros o que vai permitir projetos do Matadouro e do Bolhão

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O orçamento da Câmara do Porto para 2016 vai subir para 267,4 milhões de euros, permitindo “avançar com tranquilidade para projetos como o do Matadouro e do Bolhão” e ganhar “capacidade de endividamento para outros projetos”, revelou fonte oficial da autarquia.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Santos, adjunto do presidente da autarquia, Rui Moreira, explicou que a subida nas contas vai ser votada na reunião camarária do executivo de terça-feira, justificando-se com a incorporação de 49,2 milhões de euros do saldo de gerência de 2015 e de 28,7 milhões de euros relativos à concretização de uma parte do Acordo do Porto, assinado com o Governo em julho.
De acordo com a mesma fonte, os 28,7 milhões de euros vão ser usados pela Câmara para “amortizar a dívida”, que “estava abaixo dos 80 milhões de euros e desce para cerca de 50 milhões”, ao passo que o saldo de gerência, “com um valor histórico”, permite à autarquia “uma grande folga para avançar com tranquilidade com os projetos do Matadouro e do mercado do Bolhão”, avaliados em 10 e 27,08 milhões de euros, respetivamente.
Por outro lado, explica Nuno Santos, “a amortização da dívida dá à Câmara capacidade de endividamento para outros projetos” de Rui Moreira.
O adjunto do autarca notou ainda que, ao situar-se nos 267,4 milhões de euros, o orçamento para 2016 transforma-se “num dos maiores da história da Câmara do Porto”.
Quanto aos 28,7 milhões de euros que vão ser transferidos pelo Governo para a autarquia, no âmbito do Acordo do Porto, Nuno Santos refere que “correspondem ao valor pelo qual, no âmbito do Acordo, tinham sido avaliados os terrenos do aeroporto [Francisco Sá Carneiro]”
O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, anunciaram a 15 de julho que o Governo ia atribuir à autarquia cerca de 40 milhões de euros para avançar com o terminal intermodal de Campanhã (cerca de seis milhões), resolver divergências antigas relacionadas com o aeroporto, a Metro e a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), e financiar a Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana (cinco milhões).
O memorando de entendimento, aprovado a 28 de julho pela Câmara do Porto, vinculava a autarquia a “reduzir o seu próprio endividamento” em 29,89 milhões de euros”.
De acordo com o documento, a amortização da dívida devia ser feita retirando os 29,89 milhões de euros “do montante de 35,89 milhões de euros”. O memorando determinava ainda que, daquele valor global, fossem afetados “seis milhões de euros” para “construir o terminal intermodal” de Campanhã.

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