Esta sexta-feira, dia 18 de julho, foi assinado um acordo entre a Câmara Municipal do Porto e o Grupo Ageas Portugal. O protocolo em questão é relativo à construção de 124 novas casas, na zona de Campanhã.
De acordo com o Porto Canal, as habitações mencionadas serão postas à venda no mercado de arrendamento acessível. Sabe-se ainda que estas ficam localizadas na Rua de Bernardim Ribeiro, em São Roque da Lameira.
Após construção, as casas continuam a pertencer à Ageas, mas serão alugados à Câmara do Porto, numa lógica de “subaluguer”. No evento que, como a VIVA já tinha noticiado, estava previsto para esta sexta-feira, participou o presidente do Grupo Ageas.
“Um pontapé de saída” para um projeto que pode ser replicado no país
Para Luís Menezes, este projeto pode vir a funcionar como “um pontapé de saída para que projetos desta dimensão possam acontecer um pouco por todo o país”. O projeto foi batizado com o nome de “Jardins do Oriente” e terá três edifícios ao todo.
Estes vão albergar duas casas T0, 36 casas T1, 71 casas T2 e 15 casas T3. As rendas poderão atingir um valor máximo de 525€, 550€, 830€ e 950€.
Segundo Luís Menezes, “o modelo, apesar de complexo, é robusto o suficiente para uma empresa com a nossa dimensão – num setor altamente regulado como o do setor segurador – perceba que mais do que ser uma possibilidade de investimento, é uma obrigação do ponto de vista social”.
Ainda sobre as problemáticas relacionadas com habitação, também o presidente da Câmara do Porto se pronunciou. Nas palavras de Rui Moreira, a resolução também deverá passar por parcerias entre o setor público e o setor privado.
O autarca acrescentou ainda que Campanhã “está a transformar-se rapidamente, fruto dos investimentos e do pensamento estratégico que para lá têm sido feitos, mas é bom perceber que os investidores privados também olham para ali”.
Importa ainda mencionar que, no projeto “Jardins do Oriente”, ainda será construído um edifício com 27 casas. Contudo, este não se localiza no mercado de arrendamento acessível.
Nos “Jardins do Oriente”, vai ser ainda construído um edifício com 27 fogos, mas que não vai estar no mercado de arrendamento acessível. As obras deverão arrancar entre o 3º trimestre de 2025 e o 1º trimestre de 2026. Os trabalhos vão demorar cerca de 2 anos, com conclusão prevista para 2028.