A mostra, que estará patente até 15 de outubro e que revela a complexa teia iconográfica que a referencia no âmago da cultura contemporânea, é comissariada
pelo crítico de arte Miguel von Hafe Pérez.
“No fio da respiração” apresentará obras de pintura, desenho e escultura provenientes de diversas coleções e que, segundo o comissário, constituem “manifestações interrogantes do corpo enquanto imagem desviante de conceitos associados ao desejo e à morte, motivos centrais na construção imagética” do autor. Duas das obras que estarão expostas em Matosinhos, datadas de 1966, nunca antes foram mostradas em público.
As obras da exposição centram-se no corpo feminino e exploram as principais temáticas da obra de Julião Sarmento, atualmente um dos mais conceituados artistas plásticos nacionais.
No último ano, Julião Sarmento expôs em São Paulo, Paris e Zagreb, tendo inaugurado, no mês passado, em Madrid, uma exposição-instalação em que junta numa única peça 29 obras de arte contemporânea de artistas tão importantes como Edgar Degas, Juan Muñoz ou Gehrard Richter.
No jornal espanhol El País, Ángeles García escreveu que o português Julião Sarmento é “um artista essencial na cena contemporânea quase desde o início da sua carreira”.
A verdade é que o autor, nascido em 1948, já expôs individualmente em inúmeros museus em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente no MNCARS/Palacio Velazquez (Madrid), Hirshorn Museum and Sculpture Garden (Washington DC), Museu de Serralves (Porto), Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), Estação Pinacoteca/Pinacoteca do Estado de S. Paulo (S. Paulo), Van Abbe Museum (Eindhoven), entre muitos outros.