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Obras de Fernando Távora reunidas em mapa

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A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos (OASRN) apresentou esta segunda-feira o mais recente mapa de arquitetura, dedicado a Fernando Távora, com 48 obras do arquiteto que vão de Coimbra a Vila Nova de Cerveira.

Na apresentação do mapa editado em colaboração pela OASRN e pela Câmara Municipal do Porto, que decorreu na Fundação Marques da Silva, no Porto, o arquiteto Jorge Figueira lembrou que Távora, visto por muitos como “pai” da “escola do Porto”, permanece “uma presença viva” da cidade, “um arquiteto do Norte, mas especialmente do Norte litoral”.
O mapa tem como primeira referência o grupo residencial do Grémio dos Armazenistas de Mercearia, datado de 1952-53, na rua Dr. Aarão Lacerda, na freguesia de Ramalde, abrangendo outras 16 obras no Porto, antes de passar para cidades como Gondomar, Matosinhos, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Vila do Conde, Gaia, Aveiro, Coimbra, Seia ou Ponte de Lima.
Um mapa, realçou Jorge Figueira, “pode ser algo cruel porque não enquadra, apenas territorializa”, recordando o impacto do tempo no edificado.
A vice-reitora da Universidade do Porto, Fátima Marinho, destacou que o trabalho de Távora é de “particular relevância” para a cidade, lembrando que o acervo profissional do arquiteto está na Fundação Marques da Silva.
Assim, o mapa de arquitetura de Fernando Távora convida à visita a locais como o Tesouro da Sé do Porto e a Casa dos 24, mas também a espaços como o Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição, em Leça da Palmeira, Matosinhos, ou a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Minho, em Guimarães.
Nascido em 1923, no Porto, Fernando Távora morreu a 3 de setembro de 2005, ficando, como frisa a biografia da Universidade do Porto, “a obra de um dos maiores vultos da Arquitetura Contemporânea Portuguesa, fundador e mestre da ‘escola do Porto’, que precocemente reconheceu talento no aluno Álvaro Siza e soube, como ninguém, fazer a síntese entre a arquitetura tradicional nacional, marcante na sua obra dos anos 50 e 60, e a arquitetura moderna internacional, bem presente nos seus projetos dos anos 80 e 90 do século XX”.

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